Greve de trabalhadores não docentes fecha escolas em vários distritos

Hoje 11:58 — Lusa/AO Online

Em Lisboa, na Escola Secundária José Gomes Ferreira, a diretora do agrupamento de escolas de Benfica (Lisboa) disse à Lusa que durante a manhã as aulas estavam suspensas. A partir das 13h00 a situação será reavaliada com a mudança de turno dos funcionários.Também pelas 07h50, a Escola Básica 1/2/3 Pedro de Santarém, encerrou por causa da greve dos profissionais não docentes e o mesmo se passou na básica 2/3 Luís de Camões, e na Escola Secundária D. Filipa de Lencastre e Escola Básica de Telheiras. Na Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, os alunos também estavam sem aulas. Na margem sul, no distrito de Setúbal, em Almada, a Escola Básica 2, 3 Costa da Caparica também estava fechada. Ainda no distrito de Lisboa, o cenário é o mesmo na Escola Secundária Damião de Goes, em Alenquer, e na Escola Básica D. António de Ataíde, em Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira. Em Coimbra, a Escola Secundária Infanta Dona Maria, também encerrou devido à greve.Contactado pela Lusa por telefone, o dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Francisco Pinto disse, cerca das 08h45, ter já conhecimento de “muitas escolas fechadas por todo o país.O dirigente sindical indicou que em Lisboa estão ainda encerradas as escolas dos agrupamentos de Olaias, Pedro Santarém, José Gomes Ferreira e Camões.“O panorama é idêntico por todo o país, temos conhecimento de escolas fechadas em Viseu, Pedras Salgadas, Aveiro, Coimbra, Silves, Albufeira, Lagoa, Palmela, Setúbal e Sesimbra, entre outras localidades. Pensamos que se vai concretizar o que pensávamos: uma sessão de 70% de trabalhadores não docentes”, disse.Segundo o sindicato, a greve visa os trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores. De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes - técnicos superiores, assistentes técnicos e operacionais reivindicam carreiras próprias, face à especificidade das funções. O Sinape disse ainda que os trabalhadores "encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública".