Greve da SATA provoca atrasos nos voos

Aviação

30 de jul. de 2008, 11:17 — Lusa/AO online

Como forma de protesto contra a segmentação do grupo, os trabalhadores de terra da companhia aérea açoriana iniciaram hoje uma greve às duas primeiras horas de trabalho, que se vai prolongar por 31 de Julho e 1, 4 e 5 de Agosto.     Convocada pelo SITAVA, a paralisação prevê, também, greve às horas extraordinárias até 10 de Agosto.     Nas primeiras horas da greve, “já se verificam atrasos entre uma a duas horas” na operação da empresa que assegura os voos entre as ilhas e para o exterior do arquipélago, adiantou à agência Lusa Filipe Rocha, do SITAVA.     Segundo o sindicalista, o apoio em terra aos passageiros está, em parte, a ser assegurado por pessoal contratado a termo, que optou por não aderir à greve por ter o “emprego em risco”.     Os números preliminares recolhidos pelo SITAVA apontam para uma adesão entre os “60 e os 80 por cento”, estimou Filipe Rocha, ao admitir que, para já, não se prevêem cancelamentos de voos.     Esta paralisação parcial pretende protestar contra a intenção de segmentar o grupo de transporte aéreo açoriano.     O sindicato alega que esta segmentação vai permitir isolar áreas de negócio apetecíveis ao investimento privado, caso da assistência em escalas (handling).     O sindicato pretende, também, a garantia que todos os funcionários do grupo vão ser abrangidos pelas mesmas regras do Acordo de Empresa da SATA Air Açores.     Contactada pela Lusa, a SATA assegurou que, para já, não se verificou qualquer cancelamento e remeteu para mais tarde a divulgação de mais dados, depois do pico de tráfego previsto para a manhã de hoje.     A administração da companhia aérea já anunciou que não prevê cancelamentos de voos na SATA Internacional e na SATA Air Açores, mas admitiu que a pontualidade das ligações “poderá estar mais comprometida”.     Salientou, ainda, que “fez um novo esforço para o diálogo para encontrar uma saída para o conflito”, mas o sindicato decidiu manter a convocação da greve.     Segundo o grupo SATA, as áreas de handling e serviços vão permanecer “dentro das transportadoras aéreas, não perdendo assim os trabalhadores o vínculo às transportadoras”.