Greenpeace coloca bandeira no Polo Norte para pedir preservação da região

15 de abr. de 2013, 11:51 — Lusa/AO Online

Os membros da expedição fizeram um buraco no gelo e aí colocaram a “Bandeira do Futuro”, juntamente com uma cápsula de vidro onde estão 2,7 milhões de assinaturas contra a exploração do Ártico. A bandeira e a cápsula foram colocadas a quatro quilómetros de profundidade, perto do local onde, em 2007, um minissubmarino russo causou controvérsia por ter posto uma bandeira russa no fundo do oceano Ártico. A ação da Greenpeace contou com a presença do ator Ezra Miller, da representante do parlamento sami, na Suécia, Josefina Skerk, e Renny Bijoux, das ilhas Seicheles. “Estamos aqui para dizer que esta área especial do Ártico não pertence a nenhuma pessoa nem a nenhuma nação, é antes uma herança comum de todos na Terra”, afirmou Josefina Skerk referindo-se solidária com os povos indígenas do Ártico, “cujo modo de vida está a ser ameaçado pela ganância desenfreada da indústria”. Segundo a Greenpeace, o Ártico está em perigo devido às mudanças climáticas e às empresas de petróleo, à pesca industrial e ao transporte, até porque gigantes do petróleo como a Shell e a Gazprom estão a mudar-se para zonas anteriormente cobertas por gelo. O interesse das multinacionais no Ártico deve-se sobretudo à capacidade de armazenamento daquela região. Segundo o instituto geológico dos Estados Unidos, o fundo do mar no Ártico pode albergar 90 mil milhões de barris de petróleo e manter ainda por descobrir 30% dos recursos mundiais de gás. "O degelo é uma catástrofe e não uma oportunidade de lucro. Vê-lo como tal é uma loucura total”, sublinhou o ator Ezra Miller. O Conselho do Ártico, um organismo composto pelas autoridades estatais que estão presentes no Ártico, realizou a sua primeira reunião durante a expedição no Polo Norte. A Greenpeace disse que Josefin Skerk solicitou uma reunião com o grupo, mas foi recusada.