Grécia espera que metade dos migrantes saia de Lesbos até ao Natal
Migrações
15 de set. de 2020, 11:16
— Lusa/AO Online
Ao mesmo tempo, frisou que apenas os
refugiados que entrarem no novo campo erguido para substituir o centro
incendiado de Moria poderão contar com o processamento do seu pedido de
asilo.“Ninguém vai ficar de fora do campo.
Não se cogita em hipótese alguma que um refugiado possa deixar a ilha
se não passar pela nova estrutura de Kará Tepé primeiro e seguir os
trâmites de legalização”, disse o ministro em declarações ao canal
privado Skai.Até agora, apenas pouco mais
de 800 pessoas entraram no novo centro de Kará Tepé e a maioria dos
12.000 migrantes que ficaram desabrigados preferem dormir na rua do que
entrar em um novo campo, que descrevem como uma prisão.O
acordo de migração entre a União Europeia (UE) e a Turquia estabelece
que apenas as pessoas pertencentes a grupos vulneráveis ou cujo pedido
de asilo tenha sido aceite podem ser transferidos para o continente
grego; aqueles que não obtiverem proteção internacional devem ser
devolvidos à Turquia.Entre a noite de 08 e
o dia de 09 de setembro, o campo de migrantes de Moria, na ilha grega
de Lesbos, o maior da Europa e inaugurado há cinco anos no auge da crise
migratória, foi totalmente destruído por incêndios, deixando os seus
12.000 ocupantes desabrigados.