Governo vai reforçar financiamento das equipas de sapadores florestais

10 de abr. de 2023, 17:34 — Lusa/AO Online

Em declarações à agência Lusa, à margem da cerimónia do feriado municipal de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, João Paulo Catarino referiu que se trata de um “compromisso do ministro do Ambiente”, para o qual só falta “ultimar uma alteração legislativa que o permita”.“Há o compromisso dos apoios para este ano, em concreto, terem efeitos retroativos a janeiro. As equipas de sapadores florestais, logo que legalmente seja permitido, vão passar para um apoio de 55 mil euros”, garantiu.Segundo o governante, este aumento representa uma subida de 20% no apoio às equipas de sapadores, “que são 2.000 homens e mulheres no país, que nos ajudam nas limpezas dos proprietários e também nas faixas de interrupção de combustível”.“É uma ajuda que representa mais 20 milhões de euros por ano que o Governo investe nas equipas de sapadores, precisamente para ajudar nas limpezas que os proprietários têm de fazer”, sublinhou o secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas.Na Pampilhosa da Serra, João Paulo Catarino revelou ainda que o Governo está disponível para ultrapassar a meta das 800 candidaturas no programa Condomínio de Aldeia, prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).“Temos o objetivo de atingir 800 candidaturas até 2025, num montante de 60 milhões de euros, mas estamos completamente disponíveis para aumentar esse número de aldeias se houver candidaturas suficientes”, frisou.O governante salientou que o executivo socialista liderado por António Costa está “disponível para alocar mais dinheiro, eventualmente do Fundo Ambiental, para ultrapassar a meta das 800 aldeias”.“Precisamos mesmo de aumentar a segurança das aldeias em espaço florestal e isso podemos fazê-lo, alterando a ocupação do solo naqueles 100 metros à volta dos aglomerados populacionais”, referiu.Para já, o Governo contabiliza mais de uma centena de candidaturas executadas e mais 100 aprovadas, além de ter a decorrer até ao final do mês um aviso de candidatura de 20 milhões de euros.O secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas anunciou ainda a reformulação do programa Emparcelar para Ordenar, que registou “pouca adesão” nos dois avisos que já estiveram abertos.O programa Emparcelar para Ordenar consiste numa linha de crédito até 150 mil euros, em que o Estado “paga para que o proprietário possa comprar a copropriedade do prédio, os prédios confiantes ou comprar o que vai para além do quinhão ideal de partilha numa herança”.“Até junho, esperamos ter cá fora o Emparcelar para Ordenar mais robustecido e de forma a ter mais adesão, porque a nossa ideia é aumentar a dimensão média dos prédios rústicos e aumentar também a titularidade única”, sublinhou o governante.