Governo vai nomear diretores para os parques naturais
Incêndios
26 de ago. de 2025, 17:38
— Lusa/AO Online
Em
Arganil, no interior do distrito de Coimbra, onde eclodiu o maior
incêndio de sempre em Portugal, Maria da Graça Carvalho disse aos
jornalistas que os parques naturais vão ter, além do atual modelo de
cogestão, um diretor que assegure uma gestão “mais direta e vertical e
que possa tomar decisões de forma flexível e rápida”.“Esta
medida já estava a ser desenhada antes dos incêndios”, salientou a
ministra, referindo que, no caso das áreas protegidas, a intenção é
colocar no terreno mais técnicos do Instituto da Conservação da Natureza
e da Floresta (ICNF).No caso dos cinco
maiores parques – Peneda-Gerês, Serra da Estrela, Serra de São Mamede,
Costa Vicentina e Serra da Arrábida - os diretores serão nomeados nos
“próximos dias”, de acordo com a Maria da Graça Carvalho.A
ministra do Ambiente e da Energia adiantou que vão ser instaladas
câmaras térmicas nos parques naturais que ainda não as possuem para que
exista monitorização e controlo de temperatura para deteção precoce de
focos de incêndio.Para mitigar os efeitos
da erosão, a governante anunciou intervenções urgentes nos solos
florestais, nomeadamente a execução de barreiras de proteção e
sementeiras nos próximos dias.Nas
declarações aos jornalistas, na Fraga da Pena, inserida na área
protegida da Serra do Açor, Maria da Graça Carvalho disse ainda que, na
reflorestação daquela zona, vão ser utilizadas espécies mais resistentes
ao fogo.O incêndio que começou no dia 13
de agosto em Piódão, no concelho de Arganil e que entrou em resolução no
domingo, ao fim de 11 dias, atingiu a zona superior da Mata da
Margaraça e a Fraga da Pena, na freguesia de Benfeita,A
sede de freguesia da Benfeita é uma aldeia de xisto do concelho de
Arganil que fica próxima da Mata da Margaraça, uma das mais importantes
florestas caducifólias nacionais.Esta aldeia situa-se junto à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, junto à Fraga da Pena.O
incêndio que deflagrou em Arganil apresenta a maior área ardida de
sempre em Portugal, com 64 mil hectares consumidos, segundo o relatório
provisório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).O
fogo afetou também os concelhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do
Hospital (distrito de Coimbra), Seia (Guarda) e Castelo Branco, Fundão e
Covilhã (Castelo Branco).