Governo vai analisar com "muita atenção" observações do PR ao Estatuto do SNS
1 de ago. de 2022, 15:38
— Lusa/AO Online
O
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou hoje o
Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando que “seria
incompreensível” retardá-lo, e instou o Governo a acelerar a sua
regulamentação e clarificar os pontos ambíguos, sob pena de se perder
“uma oportunidade única”.A notícia da
promulgação do diploma foi recebida com agrado pelo secretário de Estado
Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, que tomou conhecimento da
sua publicação na conferência de imprensa sobre as escalas dos serviços
de urgência de Obstetrícia e Ginecologia no mês de agosto que decorreu
hoje no Ministério da Saúde, onde estiveram também presentes a
secretária de Estado da Saúde, Maria de Fátima Fonseca, e o coordenador
da Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de
Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos, Diogo Ayres de Campos.“Ficamos
obviamente satisfeitos com a aprovação e vamos olhar com muita atenção,
com muita ponderação, as observações do senhor Presidente da República e
com certeza que haverá, como sempre houve, nesta boa relação com o
senhor Presidente da República, adequações que sejam necessárias fazer
ao diploma”, disse António Lacerda Sales em resposta aos jornalistas.O
novo estatuto atualiza a definição do SNS, a sua composição – os
estabelecimentos que o integram e os serviços que presta – os “direitos e
os deveres” dos beneficiários, assim como a organização e funcionamento
e demais adequação dos recursos humanos e financeiros.No
sábado, em Marvão (Portalegre), o chefe de Estado tinha referido que
apresentaria “algumas observações” ao decreto-lei, que estão agora
explanadas na nota publicada.Marcelo
Rebelo de Sousa é da opinião que o Estatuto do SNS “tenta equacionar
alguns dos problemas existentes”, nomeadamente a flexibilização das
estruturas, a possibilidade de “soluções excecionais para zonas
geográficas mais carenciadas”, a criação de regimes diferentes para os
profissionais de saúde e de uma direção executiva – que ainda está por
criar -, repartida por “intervenções do Governo, de gestores da
administração central e de gestores de diversas unidades de saúde”.“A
intenção tem aspetos positivos”, sublinhou, mas o diploma do Governo
“levanta dúvidas” em três aspetos “que importa ter em atenção”: “O
tempo, a ideia da direção executiva e a conjugação entre a centralização
nessa Direção e as promessas de descentralização da saúde”.O
decreto-lei foi aprovado pelo Governo no início de julho esteve em
consulta pública entre outubro e novembro de 2021, de acordo com um
comunicado do Conselho de Ministro de dia 07.