Governo reúne-se com parceiros sociais na próxima semana sobre legislação laboral
17 de jul. de 2025, 16:27
— Lusa/AO Online
A agenda oficial da
reunião indica que na ordem de trabalhos consta a monitorização do
acordo tripartido de valorização salarial e crescimento económico
2025-2028 e a legislação laboral, entre outros assuntos. A
reunião vai decorrer na sede do Conselho Económico e Social (CES), no
Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, e tem início previsto para as 15h00.Como habitual, será presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.No
início de julho, os parceiros sociais reuniram com o Governo, num
encontro liderado pelo primeiro-ministro. As confederações empresariais
insistiram que é necessário revisitar "de forma profunda" a legislação
laboral, enquanto a UGT considerou que não é prioritário, mas diz estar
aberta ao diálogo. Já a CGTP acusou o
Governo de querer "limitar o impacto" das greves e afirmou há "já
setores em que os serviços mínimos que são estipulados são superiores ao
dia normal de funcionamento que existe nos serviços".Por
sua vez, o primeiro-ministro reiterou a intenção de mexer na lei da
greve, sublinhando que a intenção é "consagrar" que "há serviços mínimos
que não ponham em causa a proporção entre o exercício do direito à
greve e o exercício dos restantes direitos dos demais trabalhadores” e
assegurou que eventuais alterações terão respaldo constitucional. O
programa de Governo têm várias medidas no âmbito da revisão da
legislação laboral. Entre as quais consta dar "maior flexibilidade no
gozo de férias por iniciativa do trabalhador", com a possibilidade de
comprar de dias de férias, "com um limite a definir contratualmente
entre as partes".Atualmente, o Código do
Trabalho prevê que "o período anual de férias tem a duração mínima de 22
dias úteis", ainda que admita que no âmbito da negociação coletiva
possam ser acrescentados dias.No âmbito de
uma revisão da lei laboral, o Governo quer ainda "equilibrar de forma
mais adequada" o direito à greve "com a satisfação de necessidades
sociais impreteríveis". Outras das várias
mudanças que o Governo pretende introduzir diz respeito à possibilidade
de os trabalhadores voltarem a poder escolher se querem receber os
subsídios de férias e de Natal em duodécimos ou da forma tradicional,
bem como "clarificar, desburocratizar e simplificar" vários regimes como
o de parentalidade, teletrabalho, organização do tempo de trabalho,
transmissão de estabelecimento, 'lay-off' e processo do trabalho.Além
da legislação laboral, o acordo tripartido de valorização salarial e
crescimento económico 2025-2028, que foi assinado em outubro, previa a
discussão de outras matérias em sede de Concertação Social, como a saúde
e segurança no Trabalho, a formação profissional, a sustentabilidade da
Segurança Social, a reorganização e modernização administrativa e o
estatuto dos benefícios fiscais.