Governo reúne em maio com FPF e Liga para tentar criar clima “mais propício”
Hoje 12:32
— Lusa/AO Online
“O futebol tem uma
centralidade no país que deve ter uma redobrada atenção, da parte das
várias entidades envolvidas. O Governo, agora durante o mês de maio, irá
sentar-se à mesa com FPF e Liga para analisar o setor e ver de que
forma nós conseguimos ser mais eficazes, para que o clima no desporto, e
particularmente no futebol, seja mais propício e seja um espaço de
acolhimento, segurança e ‘fair-play’”, afirmou Margarida Balseiro
Lopes, à saída de um evento sobre a violência no desporto.No
Centro de Estudos Judiciários, em Lisboa, Margarida Balseiro Lopes
salientou que as atitudes de dirigentes desportivos têm grande
influência nesta temática da violência no desporto, sem entrar em
detalhes sobre as reuniões com presidentes de Sporting e FC Porto,
Frederico Varandas e André Villas-Boas, respetivamente.“Vamos
ter grandes eventos internacionais no país e queremos conseguir manter a
reputação que nos tem granjeado respeito a nível internacional. Nós
devemos continuar a apostar na segurança e combater qualquer tipo de
comportamentos desviantes”, assumiu, realçando a importância da
cooperação entre a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a
Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada hoje.Este
protocolo entre as duas entidades visa uma melhor organização, partilha
de conhecimentos e a melhoria dos aspetos da prevenção e de reversão na
área da violência no desporto, explicou o Procurador-Geral da
República, Amadeu Guerra.“Criaremos linhas
de atuação, cooperação, formação, tratamento de informação e
investigação criminal. Os magistrados acompanharão a PSP para verificar
certos impactos e os aspetos de prevenção e policiamento, para também
percebermos e verificarmos quais são os desafios e dificuldades que a
polícia tem na vigilância. O objetivo é conhecermos melhor esta
realidade”, vincou também Amadeu Guerra.Por
outro lado, o diretor nacional adjunto da PSP Pedro Neto Gouveia
sublinhou a redução dos casos de violência, mas notou o “aumento
substancial” da utilização de pirotecnia, uma “preocupação acrescida,
por ser de um risco elevadíssimo”.“Qualquer
distração ou fatalidade condiciona o são convívio que pretendemos do
ambiente desportivo. O uso abusivo de pirotecnia só pode trazer
problemas. Nós queremos que os recintos desportivos sejam locais de sã
convivência familiar, que as pessoas possam, num ambiente seguro e
controlado, assistir a um espetáculo desportivo sem complicações. É
vergonhoso, às vezes, as coisas que se assistem e a PSP tudo faz para
que essas mesmas coisas não voltem a suceder”, observou.