Governo remete para INEM explicações sobre a demora no transporte de doente
7 de jul. de 2025, 12:24
— Lusa/AO Online
“Estes esclarecimentos têm
sido prestados pelo INEM”, afirmou o gabinete de comunicação da ministra
da Saúde, Ana Paula Martins, que no final do ano passado anunciou que
chamava a si a dependência direta do INEM, na sequência das polémicas
provocadas pela greve dos trabalhadores.A
resposta enviada à Lusa pelo gabinete do MS deixa por esclarecer o que
falhou para que o doente de 49 anos com um traumatismo craniano fosse
transportado por um helicóptero da Força Aérea que demorou mais de cinco
horas a transferir o paciente do Hospital da Covilhã para os Hospitais
da Universidade de Coimbra.Também o
diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro
Almeida, remeteu para o INEM a responsabilidade no transporte
de doentes, sublinhando que "a transferência hospitalar não é da
competência da direção executiva".No mesmo
sentido, o presidente do sindicato dos técnicos de emergência
pré-hospitalar, Rui Lázaro, defendeu que "os responsáveis têm um rosto: é
o Governo e o INEM", sendo que "o INEM não acautelou atempadamente o
tempo do concurso" para a contratação do serviço aéreo de emergência
médica.O concurso público para a
contratação deste serviço foi adjudicado à empresa Gulf Med Aviation
Services Limited apenas no final de março."A
empresa teve pouco mais de um mês. O Governo e o INEM deveriam ter
iniciado este concurso um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde",
acusou Rui Lazaro, reiterando que os helicópteros da Força Aérea
deveriam ser deslocalizados para o interior do país, onde entende
fazerem mais falta.Desde o passado dia 01
que a Força Aérea assegura o transporte de emergência médica com quatro
helicópteros que deveria funcionar 24 horas por dia, mas apenas um está
atualmente apto para voar à noite, numa operação transitória até que a
empresa que ganhou o concurso tenha os meios suficientes.Além
destas quatro aeronaves da Força Aérea, a Gulf Med assegura, através de
um ajuste direto até o contrato entrar em vigor, dois helicópteros
Airbus, que ficam nas bases de Macedo de Cavaleiros e de Loulé, mas que
apenas operarão no período durante o dia.Segundo
o ministro da Defesa, a Força Aérea conta com aeronaves ao serviço do
INEM que estão localizadas em Beja, Montijo e Ovar.A Lusa contactou o INEM no domingo e continua a aguardar uma resposta.