Governo Regional rejeita críticas da CCIAH ao Plano de Gestão de Secas
Hoje 11:48
— Daniela Arruda
O Governo Regional contesta as críticas da Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo (CCIAH) ao Plano de Gestão de Secas e Escassez (PSE-Açores), e garante o rigor técnico e a relevância estratégica do documento para a Região.A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática veio esclarecer que o plano assenta em dados oficiais e validados, recolhidos junto de entidades competentes, e estabelece um conjunto integrado de medidas de prevenção, monitorização e resposta a situações de seca e escassez de água, inclusive ações ao nível da gestão da oferta e da procura, eficiência dos sistemas e redução de perdas, sublinha a nota de imprensa publicada no Portal do Governo.Assim, o executivo vem contestar a alegação de que o turismo foi desvalorizado, e garante que o setor está devidamente incluído no diagnóstico e nos cenários prospetivos, com referência à sua sazonalidade e impacto nos recursos hídricos. Segundo a nota, foi considerado um consumo médio de 320 litros de água por turista/dia abaixo dos 600 a 800 litros apontados pela CCIAH, embora admita a necessidade de reforçar a monitorização e desagregação destes consumos em segmentos específicos.O Governo Regional acrescenta que as diferenças face a valores mais elevados apresentados publicamente poderão resultar de realidades distintas, como destinos com grandes “resorts” e infraestruturas intensivas em consumo de água, pouco representativos do modelo turístico açoriano, assem em princípios de sustentabilidade e eficiência, lê-se na nota.Ressalva-se ainda que para o executivo, o PSE-Açores é um instrumento de natureza estratégica, sendo o financiamento das medidas enquadrado em programas públicos regionais, nacionais e comunitários já existentes. Recorda também que o plano foi previamente submetido a consulta de dezenas entidades, inclusive órgãos onde a CCIAH tem representação, o que permitiu vários contributos.Por fim, a nota apela a um diálogo institucional mais construtivo, baseado em evidência técnica e nos canais próprios, e reforça que o plano constitui um passo essencial para aumentar a resiliência hídrica dos Açores face às alterações climáticas.