Governo Regional garante “esforços” para aplicar carreira de técnico auxiliar de saúde
26 de nov. de 2024, 09:39
— Lusa/AO Online
Num esclarecimento enviado à
agência Lusa, o executivo açoriano recorda que a transição da carreira
obriga à realização prévia de "todas as operações de valorização
remuneratórias a que os trabalhadores têm direito”.Entre
aquelas “operações de valorização remuneratórias”, está incluindo o
“regime especial de aceleração do desenvolvimento das carreiras dos
trabalhadores com vínculo de emprego público”, destaca o governo
açoriano.Na posição, a secretária da Saúde
e Solidariedade Social assegura que tem “desenvolvido todos os
esforços, junto dos serviços e estabelecimentos que integram o Serviço
Regional da Saúde, para que as iniciativas prévias de aprovação de
valorização remuneratória na carreira de assistente
operacional, indispensáveis à transição para as carreiras especial de
técnico auxiliar de saúde, ocorram com a máxima celeridade”.“Dessas
iniciativas, já resultou a transição de assistentes operacionais para a
carreira especial de técnico auxiliar de saúde, designadamente, nas
USI [Unidades de Saúde de Ilha] do Pico, Graciosa, São Jorge e Corvo”,
adianta o Governo dos Açores.O Sindicato
dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais alertou para
atrasos nos Açores na aplicação da carreira de regime especial de
técnico auxiliar de saúde, situação que está a causar "grandes perdas"
nos vencimentos dos profissionais.A
carreira de regime especial de técnico auxiliar de saúde no Serviço
Nacional de Saúde e no Serviço Regional de Saúde foi criada no final de
2023, com a publicação do decreto-lei 120/2023, que entrou em vigor a
01 de janeiro de 2024.Em declarações à
agência Lusa, o dirigente regional do Sindicato dos Trabalhadores em
Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) António
Inocêncio explicou que a legislação ainda "não foi aplicada" nos
hospitais dos Açores."Os trabalhadores já deveriam estar integrados nessa carreira", sustentou António Inocêncio.Segundo
o sindicalista, "até à data a Secretaria Regional da saúde não o fez" e
os hospitais da região (em São Miguel, Terceira e Faial) "já deveriam
ter feito uma listagem dos trabalhadores que vão passar para a nova
carreira".