Governo Regional alarga a proibição de pesca no Banco Condor até 2020
28 de dez. de 2017, 11:56
— Miguel Bettencourt Mota
Uma nota de imprensa do gabinete de
comunicação do executivo açoriano recorda que o Banco Condor, que
está localizado a 17 quilómetros da ilha do Faial, tem instalado
"um observatório científico permanente onde são realizadas
campanhas científicas para recolha de dados e para testar novas
tecnologias de estudo de ambientes e espécies de profundidade".
A decisão de proibir a pesca naquela
área a determinadas artes passa por respeitar os estudos científicos
que lá decorrem e que permitem, entre outros âmbitos, "monitorizar
as dinâmicas ambientais e biológicas de várias espécies
demersais, como o goraz".
Como referiu o Secretário Regional do
Mar, Ciência e Tecnologia, citado pela mesma nota, manter este
banco como “uma área de referência, onde não existe pesca,
é essencial do ponto de vista científico para se perceber a
dinâmica natural das espécies, sem a existência da influência
humana”. Até porque, sublinhou Gui Menezes, os dados científicos
recolhidos sobre a abundância das espécies são “fundamentais
para o apoio à decisão e para fazer valer a posição dos Açores
junto da Comissão Europeia sobre certas matérias da política de
pescas”.
Ainda assim, continua a ser permitida a pesca por via
de artes como, por exemplo, o salto e vara para captura de atum, desde que as
embarcações estejam autorizadas pela Direção Regional das Pescas
e equipadas com sistema de monitorização ou localização contínua
em funcionamento.
Entre o pôr e o nascer do sol continua a ser
proibida a permanência ou o atravessamento do Condor por qualquer
embarcação com artes de pesca a bordo que não estejam autorizadas, nota ainda o gabinete de comunicação.