Governo recusa "qualquer restrição” nos voos entre Portugal continental e regiões autónomas
Covid-19
14 de jan. de 2021, 10:59
— Lusa/AO Online
Quanto às fronteiras terrestres
com Espanha, “as deslocações transfronteiriças estão definidas e
mantêm-se em vigor”, avançou o primeiro-ministro, António Costa,
rejeitando a aplicação de uma medida de controlo das fronteiras como
aconteceu, “a título excecional e temporário”, no primeiro confinamento
geral em Portugal, implementado em março e abril de 2020.Em
conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros,
António Costa apresentou as medidas do novo confinamento geral,
destacando o regresso ao dever de recolhimento domiciliário, com a
exceção de que se mantêm “em pleno funcionamento todos os
estabelecimentos educativos”.Questionado
sobre as ligações aéreas de e para Portugal, o primeiro-ministro disse
que se mantêm as “restrições que estão em vigor e que ainda recentemente
foram renovadas”, sem adiantar mais informação.“Nunca
introduzimos qualquer restrição aos voos para as regiões autónomas e o
princípio da continuidade territorial tem de ser assegurado e, da nossa
parte, nunca haverá qualquer restrição para voos de e para as regiões
autónomas”, garantiu António Costa, referindo-se às ligações entre o
território continental português e as ilhas dos Açores e da Madeira.No
primeiro confinamento geral devido à Covid-19, a companhia aérea de
bandeira portuguesa TAP manteve as ligações entre as regiões autónomas,
enquanto a grupo SATA decidiu parar as ligações interilhas nos Açores e
os voos de e para fora da região, medidas que foram definidas pelo
Governo dos Açores, que agiu enquanto acionista único da empresa.No
âmbito do novo confinamento geral, o Presidente da República decretou
a modificação do estado de emergência em vigor, a partir de
quinta-feira, e a sua renovação por mais quinze dias, até 30 de janeiro,
para permitir medidas de contenção da Covid-19.