Governo “reconheceu dez anos depois” importância de ter alguém do setor na SATA
15 de nov. de 2019, 20:06
— Lusa/AO online
O deputado, que
reagia à nomeação do ex-administrador da TAP Luís Rodrigues para
presidente do conselho de administração da SATA, além de considerar
“essencial numa empresa de aviação” ter alguém do setor, considerou que
“isso não basta”, sendo “pena que tenha a empresa perdido 200 milhões de
euros em dez anos” para se chegar a esta conclusão.António
Vasco Viveiros refere ser ainda importante a formação da equipa que se
vai seguir e saber a estratégia que o Governo Regional vai definir para a
SATA para “inverter o caminho negativo que conduziu os açorianos a
pagar a fatura de uma forma muito pesada”.O
executivo regional informou na quinta-feira que o antigo administrador
da TAP Luís Rodrigues é o novo presidente da transportadora aérea
açoriana SATA."O presidente do Governo
[Regional], Vasco Cordeiro, comunicou à Assembleia Legislativa o nome de
Luís Manuel da Silva Rodrigues como novo presidente do conselho de
administração da SATA, a fim de, nos termos legais, ser ouvido antes da
tomada de posse para essas funções", referiu o executivo em nota de
imprensa.Luís Rodrigues, precisou o
Governo dos Açores, foi entre junho de 2009 e dezembro de 2014
administrador executivo na ‘holding’ TAP SGPS e da TAP S.A. (negócio da
aviação), e foi também presidente do conselho de administração da TAP
Manutenção e Engenharia Brasil e administrador executivo na empresa SPdH
– Serviços Portugueses de Handling, S.A."Como
administrador executivo da TAP, liderou a gestão de escalas em mais de
90 destinos para onde a companhia voava, criou e implementou um programa
de redução global de custos da companhia e, em abril de 2014, assumiu
as funções de ‘chief financial officer’ [CFO, equivalente a responsável
financeiro], tendo liderado, igualmente, as áreas de Recursos Humanos,
Relações Laborais, T&I, Compras, Legal, Auditoria e Serviços de
Saúde", explica a nota.Em 2018, a SATA registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.