Governo quer simplificar apoios "ao máximo" mas admite constrangimentos
Mau tempo
Hoje 16:26
— Lusa/AO Online
“O
país reclama, exige essa simplificação e nós estamos a dar passos muito
fortes nesse sentido”, disse o chefe do Governo, Luís Montenegro, aos
jornalistas, em Évora, após presidir à tomada de posse dos cinco novos
presidentes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional
(CCDR) do país.O primeiro-ministro, que
presidiu igualmente ao início da reunião do Conselho de Concertação
Territorial, realizada também nas instalações da CCDR do Alentejo, mas
saiu a seguir, afirmou aos jornalistas que, sobre o processo de
recuperação do país após o mau tempo do final de janeiro e primeiras
semanas deste mês o Governo decidiu de forma rápida.“Sobre
o processo de recuperação, é importante dizer que o conjunto de
decisões que era necessário ser tomado para que as ajudas chegassem foi
tomado num tempo muito rápido, nunca antes alcançado, de resto”, frisou.E,
continuou, “muito do volume financeiro está disponível nas CCDR, para
as pessoas, para os agricultores, para os produtores florestais e está
disponível também nas CCDR e no Banco de Fomento para as empresas, para
as linhas de crédito, quer à tesouraria, quer à recuperação”.“Para
além disso, os serviços de Segurança Social estão habilitados a dar uma
resposta rápida para os pedidos de lay-off, os pedidos de isenção de
contribuições, os pedidos de ajuda social”, exemplificou ainda.Luís
Montenegro disse que, além disso, “foram criados espaços do cidadão,
incluindo espaços móveis, que têm percorrido as zonas mais atingidas,
para ajudar as pessoas a preencher os formulários e a levar até ao final
a pretensão de obter a ajuda”.Contudo,
admitiu, o processo “ainda tem” constrangimentos, porque “é preciso
preencher um formulário, nem todas as pessoas conseguem preenchê-lo”.“Há
quem diga que ele está ainda um pouco complexo. Nós estamos a tentar
simplificá-lo ao máximo e é expectável que ele possa no futuro ainda ser
mais simples do que aquilo que já é”, preconizou.Mas, advertiu Luís Montenegro, apesar de existir rapidez, “tem de haver um controlo mínimo”.“Nós
não podemos também agora entregar dinheiro a toda a gente só porque as
pessoas levantam o dedo. É preciso até cinco mil euros entregar um
registo fotográfico, é preciso até 10 mil euros que haja uma vistoria da
câmara. Isso, evidentemente, obriga a algumas diligências”, reconheceu.O
chefe do Governo exemplificou que “uma das coisas que tem atrasado
mais” o preenchimento dos formulários é a colocação do número de
identificação bancária (NIB), que “nem todas as pessoas têm disponível”.
“E depois é preciso que haja um mínimo de
controle para que o NIB que é dado corresponda ao NIB da pessoa que
solicita a casa”, indicou, realçando que “é bom” que se tenha
“consciência que não pode haver um automatismo completo, não pode ser
uma coisa de segundos”.“É rápido, é ágil,
queremos que seja ainda mais ágil, com um controlo mínimo. Se nós não
tivermos capacidade de perceber isto, sinceramente, não temos capacidade
de perceber o que é gerir recursos públicos que são de todos e que
temos de gerir com rigor”, defendeu.Na
cerimónia em Évora, tomaram posse os novos presidentes das cinco
CCDR Álvaro Santos (Norte), Ribau Esteves (Centro), Teresa Mourão
Almeida (Lisboa e Vale do Tejo), Ricardo Pinheiro (Alentejo) e José
Apolinário (Algarve).