Governo "quer intensamente acordo" na legislação laboral
Hoje 11:29
— Lusa/AO Online
Manuel Castro
Almeida sinalizou que "se não há acordo não é por falta de vontade do
Governo, porque o Governo quis intensamente fazer o acordo e quer
intensamente o acordo", à margem do Fórum Banca 2026, organizado pelo
Jornal Económico, em Lisboa.Questionado
sobre se a lei avança mesmo sem acordo na Concertação Social, o ministro
da Economia e da Coesão Territorial respondeu apenas: "Vamos ver". O
presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse esta segunda-feira, em
declarações à RTP Notícias, que as negociações sobre o pacote laboral
terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um
entendimento. A Confederação do Comércio e
Serviços de Portugal (CCP) também disse, esta segunda-feira, não estar
prevista a continuidade das negociações sobre a proposta de legislação
laboral, após não ter sido possível chegar a um acordo, cabendo agora ao
Governo tomar posição. “Não está
previsto. O Governo irá agora definir uma posição: se leva a legislação à
Assembleia da República e em que formato, se o inicial ou se algumas
contribuições vão ser incorporadas. Ficou nesse ponto”, afirmou o
presidente da CCP, João Vieira Lopes, em declarações à Lusa. O
secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse à Lusa que a proposta de
reforma laboral que esteve em debate segunda-feira no Ministério do
Trabalho "não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo", mas
escusou-se a confirmar a rutura."Não sei.
Tem que perguntar ao Governo. A UGT esteve até onde foi possível. Foi o
Governo que disse que havia 70 medidas consensuais. Mas ainda não foi
possível a UGT dar o acordo porque as traves mestras do Governo
mantiveram-se, e a senhora ministra disse que não abdicava delas", disse
Mário Mourão. A Lusa questionou o
Ministério do Trabalho sobre a continuidade das negociações com os
parceiros, mas até ao momento não obteve resposta. O
anteprojeto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo
Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 e a
ministra do Trabalho já sinalizou a intenção de submeter a proposta de
lei no parlamento, ainda que não se comprometa com uma data.