Governo quer incentivar o "amor à escola"

Educação

12 de set. de 2008, 12:55 — Lusa/AO online

José Sócrates falava no Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, depois de entregar diplomas a alunos que concluíram o 12º ano, numa sessão em que os melhores estudantes dos cursos humanístico-científicos e da área profissional tecnológica receberam um prémio pecuniário de 500 euros.     Com o vereador da Câmara de Lisboa Marcos Perestrello e os secretários de Estado Valter Lemos e Fernando Medina ao seu lado, o primeiro-ministro entregou os prémios aos jovens Inês Barreto e a Tiago Antunes.     "Esta cerimónia destina-se a restaurar uma tradição em Portugal de homenagear os alunos que acabam o 12º ano, premiando o seu mérito e esforço", referiu José Sócrates na sua intervenção.     "O mérito e o sucesso devem ser distinguidos", frisou.     No seu discurso, feito de improviso, José Sócrates salientou a importância das famílias no acompanhamento da actividade escolar dos alunos e vincou a crescente exigência do mercado de trabalho.     "Com este 'Dia do Diploma' queremos dar um sinal de que a conclusão do 12º ano de escolaridade é indispensável para se entrar no mercado de trabalho. Hoje é preciso saber-se muito para se entrar no mercado de trabalho", reforçou.     De acordo com o primeiro-ministro, com a entrega de diplomas aos alunos que concluíram o 12º ano de escolaridade, o Governo pretendeu também atingir o objectivo de "restaurar o amor à escola", incentivando "o sentimento de partilha e de pertença à escola".     "Este dia pretende também restaurar a confiança dos professores em si próprios. Não há nada melhor para um professor do que ver o sucesso dos seus alunos", disse.     No plano político, o chefe do Governo sustentou ainda que Portugal "está a dar passos seguros para ter uma educação melhor" e aludiu a mudanças operadas ao nível do investimento na modernização de estabelecimentos de ensino e na acção social escolar.