Governo quer ajustar oferta à procura nas ligações aéreas inter-ilhas
13 de nov. de 2017, 19:34
— Lusa/AO online
"Julgo
que o grande desafio na parte dos transportes aéreos será aproximar, ao
nível do inter-ilhas, a oferta à procura, dados os constrangimentos que
foram publicamente assumidos durante este verão", disse Ana Cunha aos
jornalistas.A
governante, que foi ouvida na Comissão de Economia do parlamento dos
Açores, reunida na Horta, ilha do Faial, a propósito das propostas de
Plano e Orçamento para 2018, admitiu também alterações na estrutura
acionista da Azores Airlines, do grupo SATA, que assegura as ligações
para fora do arquipélago."O
processo de abertura a capitais privados da Azores Airlines é um
processo negocial que ainda está em curso", explicou Ana Cunha,
garantindo, contudo, que "existem algumas premissas das quais o Governo
Regional não abdicará".Uma
dessas premissas passa por manter, no setor público, a maioria do
capital social da companhia aérea, mas também a "manutenção do objeto
social" da Azores Airlines, que é "servir os açorianos", referiu."A
manutenção das rotas entre os Açores e o continente nunca poderá ser
algo que seja posto em causa, assim como não poderá ser a ligação ao
Canadá e aos Estados Unidos, às nossas comunidades de emigrantes",
frisou a governante.Ana
Cunha destacou, por outro lado, o investimento previsto pelo Governo
Regional no transporte marítimo de passageiros, através do lançamento de
um novo concurso público internacional para a construção e concessão de
um ‘ferry’, que deverá estar operacional em 2020."É
um processo concursal, mas seguindo a sua cronologia normal, prevê-se
que em 2020 possa já estar operacional. No entanto, como todo e qualquer
processo, poderão existir algumas vicissitudes, que são normais neste
tipo de procedimentos", observou a secretária regional.As
propostas de Plano e Orçamento do executivo açoriano para 2018
contemplam um investimento total superior a 150 milhões de euros para as
áreas dos transportes (aéreos, marítimos e terrestres), das obras
públicas e das comunicações.O
Orçamento da região para o próximo ano ascende a 1.292 milhões de
euros, dos quais 503 milhões estão inscritos no Plano de Investimentos
(753 milhões, incluindo os fundos comunitários), documentos que serão
discutidos e votados em plenário na última semana de novembro.