Governo prorroga contrato com a Meo para serviço universal de postos públicos
9 de abr. de 2019, 17:42
— Lusa/AO Online
A nota,
assinada pelo secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto
Souto de Miranda, segue-se a uma série de recomendações da Autoridade
Nacional de Comunicações (Anacom) sobre esta matéria. O
executivo decidiu, assim, prolongar o contrato, “relativo à prestação
do serviço universal de disponibilização de postos públicos [como
cabines telefónicas], transitoriamente, até que seja designado um
prestador de serviço universal para o mesmo serviço, na sequência de
procedimento concursal ou até que a lei venha a dispensar essa
designação”. O Governo optou também por
“não renovar o contrato existente com a NOS, SGPS, SA para prestação do
serviço universal de STF [serviço de telefone fixo] que cessa a 01 de
junho de 2019”, lê-se na mesma nota, assim como “não abrir concurso para
selecionar um prestador de Serviço Universal para o STF”. Na
mesma informação, o secretário de Estado solicita à Anacom que “prepare
os instrumentos concursais para a seleção do prestador do serviço
universal de postos públicos”. O Governo
pretende que este concurso cumpra várias condições, incluindo “um único
prestador para todo o território; prazo de um ano, renovável; preço base
de 300 euros por posto; manutenção da oferta nos 1.993 postos públicos
instalados nos chamados locais de interesse social (tribunais,
aeroportos, terminais ferroviários, fluviais e rodoviários,
estabelecimentos prisionais, etc.)”, bem como “manter o requisito de um
posto público por freguesia acrescido de mais um posto nas freguesias
com mais de 1.000 habitantes”. A tutela
pede ainda ao regulador que, no prazo de 10 meses, proponha “um novo
modelo para oferta de postos públicos de nova geração”, tendo em conta
quer as suas funcionalidades, quer a localização e “ponderando a
possibilidade de integrar nos postos públicos acesso à Internet e novas
aplicações tecnológicas destinadas a pessoas com deficiência”. A
recomendação da Anacom foi de que se designe, por concurso público, um
prestador a nível nacional para o serviço de telefone fixo e outro para o
serviço de postos públicos, reduzindo prazos e valores dos contratos. O
regulador defende que a designação seja feita por um período
transitório de um ano, prorrogável até mais um, e que o preço base no
caso do concurso para a prestação do serviço de telefone fixo seja de 50
mil euros para o primeiro ano de vigência do contrato (valor que
compara com o custo atual de 1,9 milhões de euros por ano). Na
oferta de postos públicos (como cabines telefónicas), o preço base
recomendado é de 52,5 mil euros para o período de vigência do contrato
de um ano (valor que compara com o custo atual de 2,5 milhões de euros,
para um parque de 8.222 postos públicos) para assegurar a
disponibilização de um total de 175 postos públicos num conjunto de 175
freguesias predominantemente rurais e em todas as ilhas das regiões
autónomas dos Açores e da Madeira.