Governo promete reforçar policiamento no Porto e em Lisboa
24 de jul. de 2024, 11:54
— Lusa/AO Online
A ministra disse que este reforço é parte do programa “Verão Seguro 2024”, que começou em 15 de junho.“Vão
ser destacados mais elementos a acrescentar aos operacionais que já são
afetos” ao Porto e a Lisboa e “vão decorrer ações de policiamento a
pé”, que é a “vertente na qual as pessoas se sentem mais seguras”.A
ministra respondia aos jornalistas à margem da entrega de equipamentos e
viaturas para a Guarda Nacional Republicana (GNR) e de equipamento para
os polícias portugueses destacados para os Jogos Olímpicos de Paris, na
Escola da Guarda, em Queluz, Lisboa, Margarida Blasco explicou que as forças de segurança vão recorrer aos formados dos “três ou quatro últimos cursos".“São 800 pessoas para distribuir por todo Portugal e os seus pontos mais críticos”, detalhou.Margarida
Blasco garantiu que o Governo tem mantido o contacto com “os
presidentes das câmaras e com as autoridades locais e com as
associações”.A ministra sublinhou ainda
que “a PSP também estará presente” nos aeroportos e que essa “é uma
função que vai ser bastante necessária com o reforço do turismo que
nesta altura do ano sempre acontece”.Questionada
sobre se estaria previsto algum reforço de policiamento na freguesia de
Santa Maria Maior, em Lisboa, - depois da preocupação manifestada pelo
presidente da autarquia lisboeta -, Margarida Blasco reconheceu que é
“mais uma das freguesias” com problemas de segurança, realçando que tem
sido feito um “levantamento das situações que são mais críticas” para
reconhecer as zonas onde é necessário aumentar o policiamento.Na
segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos
Moedas, voltou a pedir mais polícia na cidade, afirmando que houve "um
aumento claro" da criminalidade e que tem pressionado o Governo para
resolver a situação.Três dias antes, o
autarca lisboeta tinha também mostrado preocupação com a insegurança na
freguesia de Santa Maria Maior e defendeu um reforço do policiamento, em
entrevista à rádio Renascença - uma preocupação à qual a PSP respondeu
afirmando que, nessa freguesia, “tanto a criminalidade geral como a
criminalidade violenta diminuíram, comparando com o período homólogo do
ano transato”.A 12 de junho, Rui Moreira,
presidente da Câmara do Porto, defendeu existirem "razões objetivas"
para falar de um aumento de insegurança na cidade e que esta já "não é
apenas uma questão de perceção”, sublinhando a falta de recursos humanos
e técnicos na polícia “para cobrir as necessidades”.