Governo promete corrigir erros identificados nos fogos de setembro
Incêndios
11 de out. de 2024, 11:34
— Lusa/AO Online
“Este
Governo tudo fez e tudo fará para melhorar tudo o que deve e pode ser
melhorado e tudo fará para aprender com eventuais erros que sejam
identificados e depois corrigi-los”, disse o secretário de Estado da
Proteção Civil, no debate de urgência, requerido pelo Chega, sobre "os
incêndios e falhas no seu combate".Paulo
Simões Ribeiro remeteu uma análise para os relatórios sobre os incêndios
de setembro que estão a ser feitos e que vão “permitir identificar
aspetos positivos e aqueles que deverão ser melhorados”.Aos
deputados, o secretário de Estado indicou que o dispositivo de combate a
fogos de 2024 teve na fase mais crítica “a prontidão máxima possível”,
que se traduziu “no maior empenhamento de meios de sempre e evitou que o
pior acontecesse tendo em conta a severidade das condições
meteorológica e do número de ignições” de fogo.Paulo
Simões Ribeiro deu conta que entre os dias 15 e 19 de setembro
verificaram-se “mais de 1.000 ignições, das quais 400 em período
noturno, estes dados por si só já representam o esforço e o 'stress' num
sistema quer tem recursos infinitos”.“Apesar
do peso da infelicidade que nos aconteceu, podem os portugueses saber
que todos os meios à disposição estavam no terreno e atuaram no limite
das suas capacidades”, precisou.O
secretário de Estado disse ainda que 35% dos incêndios rurais registados
este ano tiveram como causa o incendiarismo e que se traduziram em
80.000 hectares de área ardida.Nove
pessoas morreram e 175 ficaram feridas devido aos incêndios que
atingiram a terceira semana de setembro sobretudo as regiões Norte e
Centro do país. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
exclui desta contagem os dois civis que morreram de doença súbita.Estes incêndios provocaram 135 mil hectares de área ardida, segundo o sistema europeu Copernicus e destruíram dezenas de casas.