Governo promete ajudas extraordinárias para as pescas

22 de dez. de 2020, 19:08 — Lusa/AO online

José Manuel Bolieiro declarou que o executivo regional “vai avançar em todas as áreas e não podem ficar as pescas excluídas”, com “a possibilidade de projetar durante 2021 as ajudas extraordinárias e a prorrogação das que foram tomadas”.O social-democrata admitiu que algumas ajudas “possam ser atualizadas e revistas dentro do quadro financeiro ao dispor”, por via do orçamento regional e fundos comunitários, através do Programa de Recuperação e Resiliência.O chefe do executivo açoriano recebeu hoje, em audiência, em Ponta Delgada, o presidente da Federação de Pescas dos Açores (FPA), Gualberto Rita, que referiu que, devido à pandemia da covid-19, se tem assistido a uma “quebra de preços por via do fecho de alguns mercados internacionais, o que tem impacto no preço da venda de peixe em lota e, consequentemente, no rendimento dos pescadores”. Gualberto Rita está convicto de que este cenário se manterá ainda durante o primeiro semestre de 2021, havendo a necessidade de “alguns apoios por parte do Governo Regional para que as empresas da pesca possam ser sustentáveis e que não haja falência no setor”.O dirigente indicou que, se for retirada a safra do atum, as quebras no setor das pescas “foram “na ordem dos 35% no que respeita às vendas em lota” e acredita-se que “esta quebra em valor continuará”.Gualberto Rita defendeu a isenção de taxas de lota para a produção e comercialização, bem como a cessação temporária da atividade (que tem um regime específico de apoio na região).O responsável quer ainda uma revisão do Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores (FundoPesca), que apoia os pescadores em função de vários fatores, como a impossibilidade de exercer a atividade devido ao mau tempo.O dirigente considera que “existem regras que têm de ser alteradas, nomeadamente a contabilização das descargas para acionar” este fundo.