Governo prolonga até dia 16 consulta pública da Estratégia Nacional para o Mar
4 de nov. de 2020, 21:30
— Lusa/AO online
“Foi
prolongada a consulta pública” até “dia 16 de novembro, resultante dos
períodos de calamidade e de emergência que vivemos”, devido à pandemia
de covid-19, indicou à agência Lusa o ministro do Mar, Ricardo
Serrão Santos.Numa sessão realizada em
Évora, hoje à tarde, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
Regional (CCDR) do Alentejo, o ministro explicou que o adiamento do fim
da consulta pública da ENM2030 visa permitir a realização das sessões de
apresentação da estratégia que tiveram de ser adiadas.“Tínhamos
compromissos com várias cidades, e aliás tínhamos sido desafiados por
várias CCDR”, com as quais “o diálogo é muito importante para esta
estratégia”, pelo que “decidimos adiar [o término desta fase] porque
tivemos de comprometer algumas sessões públicas”, que vão poder agora
ter lugar, assinalou.Ricardo Serrão
Martins revelou ainda à Lusa que, nesta fase de consulta pública, “até
ao momento” já foram recebidos “cerca de 200 contributos” de diversas
organizações e agentes, pelo que “a participação tem sido muito
interessante”.“Isto é uma estratégia que
não é para ser implementada só pelo Ministério do Mar”, mas também “pelo
Governo e diferentes ministérios, pelas CCDR e diferentes agentes
privados e públicos”, destacou.As “lições”
resultantes da pandemia de covid-19 também não vão ser ignoradas,
quando for elaborado o documento final da ENM2030, frisou o ministro.“Ao
longo da história, vivemos muita pandemias. Esta [a da covid-19] tocou
de uma forma muito direta, não só a saúde como também a economia, e,
como tal, o que estamos a aprender e o que ainda vamos aprender terá que
estar refletido na estratégia”, afiançou.A
Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 contempla 10 objetivos
estratégicos, em diversas áreas prioritárias de intervenção, e
respetivas metas a atingir no que diz respeito à utilização do oceano,
das quais faz parte a intenção de aumentar o Valor Acrescentado Bruto
(VAB) da economia do mar em 30% até 2030.O
documento propõe também que se consiga classificar Áreas Marinhas
Protegidas em 30% das águas marinhas nacionais, assegurar a redução das
emissões de dióxido de carbono (CO2) por parte das atividades da
economia do mar até ao final da década (redução de 17% face a 2005),
aumentar o número de infraestruturas de ciências nacionais ligadas ao
mar, aumentar a capacidade industrial e produtora dos setores emergentes
da economia do mar e concluir o processo de extensão da plataforma
continental portuguesa.Pretende-se, ainda, duplicar o número de trabalhadores com ensino pós-secundário nas atividades ligadas ao mar até 2030.