Governo prevê estabilização rápida das urgências de S. Francisco Xavier
2 de ago. de 2022, 16:51
— Lusa/AO Online
“Neste
momento, falei com a presidente do Conselho de Administração [do
Hospital São Francisco Xavier], há diálogo, o que é importante é que
haja diálogo e, como tudo na vida, sempre que há diálogo os problemas
resolvem-se”, afirmou. Em declarações à
agência Lusa, o governante disse esperar que este diálogo “se
aproxime, o mais possível, das legitimas expectativas dos profissionais
de saúde”. “Acredito que rapidamente se
chegará a bom porto, no sentido de estabilizar a organização,
nomeadamente o serviço de urgência do Hospital São Francisco Xavier”,
adiantou.“Rapidamente refiro-me, aqui sim,
o mais rapidamente e o mais celeremente possível porque estas
organizações precisam de estabilidade, nomeadamente em serviços tão
complexos como é o serviço de urgência”, sublinhou.Numa
carta enviada no final da semana ao Conselho de Administração e à
Direção do Serviço de Urgência Geral do CHLO, os chefes de equipa do
serviço de urgência afirmam que “não estarão garantidas a capacidade de
assistência e cuidados às pessoas que recorrem ao SUG do Centro
Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) nem a segurança destas e dos
profissionais que as assistem”.Após uma
reunião com os profissionais, o Conselho de Administração do CHLO disse
ter asseguradas “condições mínimas” para o funcionamento das urgências
do Hospital São Francisco Xavier.António
Lacerda Sales falava aos jornalistas, em Santiago do Cacém, no distrito
de Setúbal, à margem da assinatura de protocolos e termos de adesão da
criação de dois Balcões SNS, nos concelhos de Santiago do Cacém e
Odemira (Beja), que decorreu no auditório da Unidade Local de Saúde do
Litoral Alentejano (ULSLA).Os dois Balcões
SNS, inaugurados hoje em Bicos, na freguesia de Vale de Santiago
(Odemira), e São Francisco da Serra (Santiago do Cacém), os primeiros a
serem criados na região do Alentejo, vão permitir o acesso dos utentes a
teleconsultas, a renovação de receitas médicas, atualização de dados no
Registo Nacional de Utente (RNU) e outros serviços digitais.Para
Lacerda Sales, este serviço "é muito importante" porque o Alentejo é
“uma região com uma grande dispersão geográfica e com locais de difícil
acesso ao Serviço Nacional de Saúde” por parte das populações e “com uma
composição demográfica “de pessoas muito idosas”.“Se
há locais onde se justifica, por maioria de razão, que hajam Balcões
SNS que aproximam os cidadãos do SNS é aqui no Alentejo e portanto
ficamos muito satisfeitos por estes dois balcões que serão
garantidamente os primeiros de muitos outros que queremos replicar ao
longo desta região”, concluiu.