Governo preocupado com impacto do lixo nos ecossistemas marinhos
26 de set. de 2017, 14:53
— Lusa/AO online
"O
ano passado foram analisadas cerca de 30 tartarugas marinhas, das quais
cerca de 80% continham fragmentos de plásticos no seu organismo", disse
Gui Menezes, acrescentando que também na campanha "SOS Cagarro" foi
encontrada uma média de cinco fragmentos de plástico em 149 aves. O
governante falava aos jornalistas durante uma visita à exposição
"Plasticus Maritimus", na ilha do Faial, para assinalar o Dia Mundial do
Mar. No seu entender, a exposição patente ao público no Banco
dos Artistas, na Horta, "é uma forma muito importante de sensibilizar as
pessoas para o problema do lixo marinho", recordando que este problema
tem, no entanto, uma dimensão que "ultrapassa os Açores". "As
estimativas que existem é de que 10 a 12 milhões de toneladas de
plástico chegam aos oceanos todos os anos e destes 80% têm origem em
terra, portanto, nós todos temos uma responsabilidade aqui de evitar que
isso aconteça", alertou o governante. O secretário regional do
Mar, Ciência e Tecnologia considerou ainda que a resolução do problema
passa por uma melhor gestão dos resíduos produzidos no arquipélago, em
especial os plásticos, que acabam muitas vezes nas zonas costeiras e no
mar, referindo que o executivo açoriano já adotou políticas, incluídas
no Plano de Ação para o Lixo Marinho, para reduzir a quantidade de lixo
no mar. Também em parceria com a região, estão a decorrer nos mares dos Açores
dois projetos científicos, um deles o "LIXAZ", que está a monitorizar o
lixo marinho no arquipélago, e um projeto europeu, o "INDICIT", que
pretende avaliar o impacto do lixo marinho em tartarugas marinhas e
noutros seres vivos.