Governo português desaconselha "em absoluto" todas as viagens ao Irão
5 de ago. de 2024, 11:51
— Lusa/AO Online
“Considerando
o contexto interno em que o país se encontra e a crescente tensão
regional e perigo securitário, desaconselham-se em absoluto todas e
quaisquer viagens ao Irão”, lê-se num aviso publicado no Portal das
Comunidades Portuguesas.O Ministério dos
Negócios Estrangeiros recomenda ainda aos portugueses que se encontram
no Irão que, “em podendo, se ausentem do país até que situação regresse a
um clima de menor risco”.“Os cidadãos
portugueses que se encontrem no país deverão abster-se imperiosamente de
participar em qualquer tipo de manifestação ou ajuntamento e afastar-se
de ruas e zonas em que decorram”, alerta o Governo, desaconselhando
também “em absoluto aos cidadãos portugueses que se encontrem no país
qualquer viagem à província do Sistão-Baluquistão, assim como
deslocações junto às fronteiras do Afeganistão e do Iraque”.Também
devem ser evitadas as regiões que fazem fronteira com a Arménia e o
Azerbaijão, em particular junto ao território do Nagorno-Karabakh.O
Ministério lembra que nestas situações existe sempre possibilidade de
encerramento do espaço aéreo do Irão ou cancelamentos de voos por parte
de muitas companhias e que as comunicações para fora do país se
encontram restringidas e as redes sociais bloqueadas.É também desaconselhado o registo fotográfico ou de outro tipo, em particular em qualquer zona evidentemente não-turística.“Os
cidadãos nacionais que se encontrem em território iraniano devem
comunicar a sua presença para o correio eletrónico da Secção Consular
Embaixada de Portugal em Teerão sconsular.teerao@mne.pt, dando nota do respetivo itinerário e dos seus contactos de emergência”, refere a mesma nota.Este
aumento súbito das tensões entre Israel, o Irão e os seus aliados
regionais segue-se ao assassínio reivindicado por Israel do chefe
militar do Hezbollah, Fouad Chokr, e à morte em Teerão do líder político
do Hamas, Ismaïl Haniyeh, num ataque atribuído a Israel.Vários
países, entre os quais França, Estados Unidos e Reino Unido, pediram
aos seus cidadãos que abandonassem o Líbano neste fim de semana, por
receio de um agravamento do conflito entre Israel e o Hezbollah.O
Hezbollah apoia o Hamas palestiniano, que tem a sua base em Gaza e está
em guerra com Israel desde o seu ataque sem precedentes contra o Estado
judeu, em 07 de outubro.