Governo pediu "explicações" a ministérios visados no relatório da IGF

Finanças

2 de jul. de 2008, 11:59 — Lusa/AO online

"Tivemos oportunidade em devido tempo de contactar os ministérios em causa solicitando-lhes explicações e a justificação dessas situações para que possamos o mais rapidamente possível corrigir e reparar essas situações", disse Teixeira dos Santos.     Em visita a Moçambique desde segunda-feira, o titular da pasta das Finanças disse ainda esperar "muito em breve" uma resposta dos organismos públicos e ministérios apontados no relatório da IGF, nomeadamente a Defesa, PSP, GNR e Saúde.     "Espero obtê-las muito em breve. Em função dessas justificações, aquilo que for necessário corrigir será feito", declarou.     Para Teixeira dos Santos, o relatório da IGF "não tem nada de extraordinário" e deve ser entendido como "´business as usual´", já que "resulta de uma actividade normal, regular, de rotina das autoridades de fiscalização e controle".     "A IGF faz o seu papel como é de esperar e tem-no feito bem (…) é um organismo que na sua actividade normal procede a auditorias e avaliação da forma como a despesa pública é feita e isto resulta da actividade normal da IGF (…) É positivo que da actividade das autoridades que têm a seu cargo o controle e a fiscalização resulte a detecção destas situações", afirmou.     "Trata-se de uma actividade normal e de rotina que é acompanhada pela tutela e que terá da tutela a devida reacção e a devida resposta", acrescentou.     No entender do ministro das Finanças situações como as apontadas pela "têm muitas vezes a ver com incumprimento de alguns procedimentos formais", podendo surgir nas áreas apontadas no relatório "noutras da administração pública".     "O importante é que as autoridades que têm a seu cargo a auditoria, controle e fiscalização exerçam a sua actividade. É isso que está a acontecer", insistiu.