Governo nega atrasos e salienta dois pedidos de pagamento já submetidos a Bruxelas
PRR
10 de nov. de 2022, 17:26
— Lusa/AO Online
Este ponto da
situação relativamente ao PRR foi transmitido por Mariana Vieira da
Silva, que coordena no Governo a execução do programa, em conferência de
imprensa no final do Conselho de Ministros - uma matéria em que, no
entanto, também assumiu dificuldades por causa da atual conjuntura de
inflação.Confrontada com as declarações de
apreensão sobre esta matéria proferidas quer pelo Presidente da
República, Marcelo Rebelo de Sousa, quer pelo governador do Banco de
Portugal, Mário Centeno, a ministra da Presidência considerou que há um
quadro global de cumprimento por parte de Portugal no âmbito da União
Europeia.“O PRR, ao contrário de outros
fundos europeus, tem um modo próprio de acompanhamento do seu
desenvolvimento, através da verificação de que se cumprem ou não os
marcos e as metas com que o Governo se comprometeu junto da Comissão
Europeia”, começou por assinalar.De acordo
com a Mariana Vieira da Silva, “Portugal é um dos poucos países que já
submeteu dois pedidos de pagamento – o segundo, como se sabe, está em
análise” em Bruxelas.“Tendo a Comissão
Europeia confirmado que Portugal já cumpriu as primeiras 38 metas,
submeteu por isso o pedido de pagamento de mais 20 metas, que são as
metas e os marcos correspondentes ao segundo pedido de pagamento”,
sustentou.Neste contexto, a ministra da
Presidência acentuou que, para o Governo, a implementação do PRR “é uma
dimensão fundamental da sua atividade”.“Em
todos os conselhos de ministros o Governo tem aprovado matérias
relativas ao PRR, sendo “um tema de permanente acompanhamento por parte
de todos o executivo. A responsabilidade de execução das 20 componentes
[do PRR) é da generalidade dos ministros. A responsabilidade de
coordenação do PRR é minha, efetivamente”, salientou.Perante
os jornalistas, a titular da pasta da Presidência referiu-se a seguir a
problemas que se têm colocado ao nível da execução deste programa,
dizendo que o Governo português “foi dos primeiros a sinalizar” a
Bruxelas que a atual conjuntura de inflação “tem consequências e levanta
problemas à execução do PRR”.“Mas, do
ponto de vista das metas e dos marcos com que estamos comprometidos,
estão em linha. Essa é a medida de avaliação da execução do PRR”,
insistiu.