Governo não se pronuncia sobre operação “Last Call”
Hoje 09:21
— Lusa/AO Online
“Encontrando-se a matéria em causa
sob inquérito judicial, o Governo Regional não pode pronunciar-se sobre
os factos em apreço”, informa o executivo açoriano, em
resposta a um requerimento do Chega, consultada pela agência Lusa.A
23 de março, o Chega/Açores pediu “explicações urgentes” ao executivo
sobre a operação, que investiga “suspeitas graves de corrupção, abuso de
poder e favorecimento indevido com dinheiros públicos”.No
requerimento, o partido exige “esclarecimentos concretos sobre
contratos, montantes envolvidos, papel das entidades públicas e
eventuais responsabilidades dentro do Governo Regional”.“A pendência
do inquérito judicial impõe especiais deveres de reserva e prudência
institucional, de modo a não interferir com a atuação das autoridades
competentes nem com o normal desenvolvimento dos procedimentos em
curso”, refere o executivo, na resposta.A 17 de março, a Polícia
Judiciária (PJ) realizou uma operação policial nos Açores e em Lisboa,
no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma
companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco
arguidos.Em reação, no dia 24 de março, o presidente do Governo dos
Açores, José Manuel Bolieiro, garantiu “total abertura” do executivo
para colaborar com a operação “Last Call” e assegurou ter “confiança
pessoal e política” na secretária regional do Turismo, Mobilidade e
Infraestruturas, Berta Cabral.