Governo não prevê reforço imediato de segurança nas Lajes após incidente no Reino Unido

Hoje 19:16 — Lusa

“Se tiver de existir um reforço [da segurança na Base das Lajes], esse reforço será, desde logo, ponderado na dimensão militar e tratado ao nível da tutela, coisa que, neste momento, enquanto falamos, ainda não aconteceu”, afirmou Nuno Melo em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia (UE), em Bruxelas.O titular da Defesa indicou que, tendo em conta que até ao momento o reforço da segurança na Base das Lajes ainda não foi ponderado, isso significa que o que aconteceu na base aérea de Fairford, no Reino Unido, “neste momento não se coloca” na Base das Lajes.“Mas, com toda a certeza, quer na dimensão militar, quer no plano político, estamos muito atentos a todos os desenvolvimentos que acontecem na Europa e fora dela”, afirmou.Este domingo, a polícia do Reino Unido anunciou que foram detidos cinco homens perto da base aérea de Fairford, usada pelos Estados Unidos, suspeitos de terem cometido infrações ao abrigo da lei dos explosivos e de prepararem um ato terrorista.Em reação a esta detenção, Donald Trump afirmou que os cinco homens detidos queriam causar “grandes danos”, acrescentando que já estavam no radar “há muito tempo”.Nestas declarações aos jornalistas, Nuno Melo foi ainda questionado se Portugal tenciona participar num eventual reforço da operação da UE Aspides, no Mar Vermelho, que está atualmente a ser equacionado pelos Estados-membros numa altura em que os rebeldes Houthis, do Iémen, têm intensificado os ataques na região.Na resposta, o ministro da Defesa afirmou que a eventual participação portuguesa está a ser ponderada, mas salientou que esta ainda tem de ser debatida e tratada no Conselho Superior de Defesa Nacional, pelo que ainda não tem nenhuma posição definida sobre o tema.Sobre a resposta que a UE deve dar aos ataques híbridos que a Rússia tem feito contra Estados-membros do bloco – um tema igualmente discutido hoje pelos ministros –, Nuno Melo não respondeu diretamente à questão, optando por criticar notícias que o têm visado e que classificou de desinformação.“Eu devo dizer que as ameaças híbridas são híbridas cada vez que falseiam e são graves, tenham origem na Rússia ou em Portugal. E neste esforço que é de todos – dos Estados, mas também da comunicação social -, há um papel que cabe, também nessa base regulatória, à comunicação social”, defendeu.No que se refere ao empréstimo do SAFE, Nuno Melo referiu que, na semana passada, o Governo aprovou o acordo de empréstimo e deverão ser assinado em outubro “os acordos operacionais” com a Comissão Europeia, seguindo depois “todos os acordos parcelares”.“O que esperamos é que este ano ainda sejam entregues as primeiras tranches do empréstimo da UE”, referiu.