Governo mantém mobilidade com "sentido de responsabilidade" nos feriados
Covid-19
8 de jun. de 2020, 16:46
— Lusa/AO Online
António Lacerda Sales respondia desta forma a
uma questão levantada pelos jornalistas na conferência de imprensa
diária da Direção-Geral da Saúde se as autoridades vão realizar ações de
sensibilização nos feriados, nomeadamente nas estradas e nos
transportes públicos.“Nós não queremos
impedir a mobilidade das pessoas”, mas terá de ser feita “com sentido de
responsabilidade, com sentido cívico como aliás tem sido sempre feito
e, portanto, nós acreditamos que as diretrizes da Direção-Geral da Saúde
continuarão a ser seguidas pelas pessoas em geral como tem acontecido
até aqui”, afirmou.Relativamente às ações
de sensibilização, afirmou que são feitas “todos os dias”, não só na
conferência de imprensa diária como através das informações da
Direção-Geral de Saúde (DGS), através do seu ‘site’. “É
evidente que poderá haver uma maior insistência junto de alguns locais
mais específicos”, que ainda são motivo de preocupação devido à
existência de alguns focos, adiantou o governante.Instado
a comentar as declarações do líder do PSD, Rui Rio, que questionou o
critério para “permitir ajuntamentos” em tempos de pandemia de covid-19,
na sequência das “manifestações de esquerda” durante o fim de semana, e
se havia dualidade de critérios sobre aglomerados de pessoas, António
Lacerda Sales disse que não comentava “intervenções de outros agentes
políticos”.Afirmou, contudo, que “é
importante que tudo aquilo que aconteça” seja feito de acordo com “as
regras e as diretrizes da Direção-Geral de Saúde e com as regras
sanitárias devidamente avaliadas”.“Parece-nos
que isso tem acontecido e, portanto, não nos parece que estejamos a dar
versões diferentes das diferentes intervenções”, mas, defendeu, “é
importante” continuar a apelar para que sempre que haja aglomerados
sejam feitos “com regra, com organização” e seguindo as indicações da
DGS.“Não estamos em estado de emergência.
Portanto, neste momento a consciência cívica e social das pessoas impera
e acreditamos nessa consciência cívica e social”, reiterou Lacerda
Sales.A diretora-geral da Saúde
acrescentou que as pessoas sabem quais são as novas regras e que as
devem aplicar no dia-a-dia “o melhor possível, evitando de facto
aglomerações que vão contra as orientações e até às vezes contra a
própria legislação em vigor”.As autoridades de saúde foram ainda questionadas na conferência sobre a reabertura dos bares e discotecas e dos centros de dia.Graça Freitas explicou que a decisão de reabrir estabelecimentos não é da DGS, mas do Governo.“Primeiro
há uma determinação do Governo que decide que estabelecimentos é que
abrem” e depois a DGS trabalha com os setores as normas e as regras que
forem aconselháveis.Relativamente aos
centros de dia, Graça Freitas afirmou que estão a ser “neste momento
alvo de avaliação, de ponderação, e que sairá de dentro de muito pouco
tempo uma orientação concreta” para a sua reabertura, uma vez que
correspondem a “uma necessidade das famílias e das pessoas”.Questionada
se têm sido registados em Portugal casos de intoxicação por uso
incorreto de detergentes para a covid-19, a exemplo de outros países,
Graça Freitas afirmou que não nenhum reporte anómalo nessa matéria.