Governo mantém compromisso de recuperar impacto da inflação nos salários em 4 anos
13 de abr. de 2023, 17:32
— Lusa
Mariana
Vieira da Silva falava na conferência de imprensa após a reunião do
Conselho de Ministros, onde foi aprovado o aumento salarial intercalar
de 1% para a função pública, para responder ao aumento da inflação face
ao previsto.A ministra defendeu que, com
este aumento adicional de 1%, há uma aproximação àquele que foi o valor
da inflação verificada em 2022 (de 7,8%), admitindo, no entanto, que o
aumento salarial médio, de 4,6% para a função pública em 2023, fica
ainda aquém."Aproximamo-nos mais [do valor
da inflação] mas mantemos o compromisso de, ao logo destes quatro anos,
não apenas recuperar do impacto deste momento inflacionista, mas também
caminhar no sentido de uma valorização global dos salários, além dessa
compensação", garantiu Mariana Vieira da Silva.A
governante referiu ainda que o aumento adicional de 1%, que será pago
em maio, com retroativos a janeiro, fará com que "um conjunto
significativo de trabalhadores" tenha aumentos salariais superiores à
inflação.Segundo realçou, com as valorizações globais este ano cerca de 16% dos trabalhadores terão um aumento salarial superior a 9%.O
aumento salarial intercalar e a subida do subsídio de refeição para
seis euros, o qual será aprovado por portaria, serão pagos em maio, com
retroativos a janeiro. Os retroativos
relativos aos meses de janeiro a abril serão pagos em maio, sem retenção
na fonte de IRS, sendo o acerto feito em 2024, aquando da entrega da
declaração de rendimentos anual do imposto.Serão
também publicadas tabelas de retenção na fonte corrigidas para maio e
junho, para acomodar o aumento salarial de 1% e, em julho, entrará em
vigor o novo modelo de tabelas do IRS, já publicadas.Este
aumento salarial intercalar de 1% soma-se à atualização já atribuída em
janeiro, de cerca de 52 euros para salários até cerca de 2.600 euros e
de 2% acima deste valor.Em termos globais,
40,5% dos 472 mil funcionários públicos terão um aumento de 6% enquanto
16,7% dos trabalhadores terão uma subida salarial de 9,1%