Governo mantém calendário da primeira fase de acesso ao ensino superior
Exames
20 de jul. de 2026, 14:45
— Lusa/AO Online
"Não há
necessidade de alterar o calendário da primeira fase, que decorre entre
hoje e 6 de agosto", disse Fernando Alexandre, em conferência de
imprensa, em Lisboa.O ministro da
Educação, Ciência e Inovação justificou que, apesar dos constrangimentos
registados no processo de classificação e divulgação dos resultados dos
exames nacionais do ensino secundário, os regulamentos em vigor
asseguram a possibilidade de atualizar a candidatura na sequência da
reapreciação de prova.A primeira fase do
Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) decorre até 6 de
agosto, no 'site' da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), mas os
resultados dos processos de reapreciação só serão publicados a 7 de
agosto.Ainda assim, os alunos poderão
utilizar essa classificação na primeira fase do CNAES, dispondo de três
dias para alterar a candidatura.A exceção
prevista no regulamento do concurso abrange também os alunos que só
reúnam condições para concorrer ao ensino superior na sequência da
reapreciação do exame, e que terão igualmente três dias para apresentar a
candidatura. As falhas no processo de
digitalização levaram o ministério a adiar a divulgação dos resultados,
que foi reagendada para a passada sexta-feira, mas as escolas começaram a
receber as notas apenas ao início da noite.Este
foi o primeiro ano em que os exames nacionais do ensino secundário,
realizados por cerca de 166 mil alunos, foram corrigidos em formato
digital, mas o processo registou falhas técnicas, obrigando o Ministério
da Educação a rever o calendário inicialmente previsto.Apesar
do adiamento da divulgação das notas e da segunda fase dos exames
nacionais, o ministro Fernando Alexandre afastou, desde o início, a
necessidade de alterar o calendário do CNAES.O
Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) manifestou-se disponível para adiar o calendário de acesso ao Ensino Superior,
caso seja necessário, considerando que o importante é manter a
credibilidade do sistema."Pelas
notícias, noto que há ainda muitos assuntos pendentes e, portanto, não
sei exatamente o que é que o senhor ministro irá fazer", sublinhou o
presidente do CRUP, Luís Ferreira, afirmando que as universidades "tudo
farão para que os estudantes sejam inscritos normalmente".