Governo “mais preocupado” com Avante! do que com regresso às aulas
Covid-19
4 de set. de 2020, 06:28
— Lusa/AO Online
“O
Governo de esteve mais preocupado em preparar a Festa do Avante! do que
acautelar um regresso às aulas para milhares de alunos, famílias e
professores em segurança”, declarou Francisco Rodrigues dos Santos.O
presidente centrista falava em Ponta Delgada na apresentação de Nuno
Gomes como cabeça de lista por São Miguel às eleições legislativas
regionais dos Açores, agendadas para 25 de outubro.O
dirigente reiterou que o país necessita de um plano de prevenção que
evite uma segunda vaga do vírus da covid-19 e torne “desnecessários mais
sacrifícios da economia", uma vez que "o país não vai aguentar”.Para
o líder centrista, é “lastimável que ainda nada se saiba sobre uma
série de orientações técnicas e de segurança de saúde pública por um
conjunto de atividades que ainda não retomaram” a normalidade.Francisco
Rodrigues dos Santos quer um plano de prevenção nacional para
“conciliar a recuperação económica, inevitável no país - para que mais
portugueses não sejam votados ao desemprego, à fome e miséria”,
compatibilizando-a com as "responsabilidades individuais e coletivas de
saúde pública”.O presidente centrista
considera que a apressada declaração do Governo de que irá decretar o
estado de contingência “gerou mais incertezas e receio social na
economia e famílias portuguesas, quando se pedia mais segurança e
previsibilidade para retomarem as suas vidas com normalidade”.Francisco
Rodrigues dos Santos defendeu um reforço da capacidade do Serviço
Nacional de Saúde (SNS) e uma lista pública de credores do Estado para
que o Governo “acelere os pagamentos em atraso a fornecedores”.A
consequência do não pagamento a fornecedores tem sido o encerramento de
“muitos centros de saúde”, de acordo com o dirigente do CDS-PP, que
quer uma redução das listas de espera, uma vez que há “milhares de
portugueses que aguardam por uma consulta ou cirurgia que tarda e não
vem”.Francisco Rodrigues dos Santos
apontou que 3,9 milhões de consultas foram canceladas, 93 mil cirurgias
adiadas e morreram no país 10.400 pessoas em agosto, o valor “mais alto
dos últimos 12 anos”, o que significa que o combate à covid-19 “está a
ser feito à custa dos doentes” com outras patologias.