Governo lança concurso para transporte de passageiros em São Miguel em julho e agosto
Hoje 19:35
— Lusa/AO online
O
anúncio, publicado hoje em Diário da República, destina-se à “aquisição
de serviços de transporte público coletivo de passageiros, de modo
regular e contínuo, em horário noturno e em período de fim de semana, na
ilha de São Miguel”.É adjudicado pelo
Fundo Regional dos Transportes Terrestres (instituto responsável pela
atribuição de apoios financeiros às empresas concessionárias de
transporte público de passageiros nos Açores) e tem um preço base de 232
mil euros (sem IVA).O prazo de execução do contrato é entre 08 de julho e 31 de agosto, podendo ser renovado por duas vezes, em períodos de 30 dias.A
empresa Vale do Ave Transportes venceu o concurso de concessão do
serviço público de transporte regular rodoviário de passageiros na ilha
de São Miguel, por um período de 10 anos, mas ainda não iniciou a
prestação do serviço.Em março, o consórcio
que assegurava o serviço anteriormente chegou a anunciar nas redes
sociais a suspensão da venda de títulos de transporte, em virtude do
término do contrato no dia 31 desse mês.Em
reação, o Governo Regional dos Açores (PSD/CDS/PPM) revelou que acionou
os “mecanismos legais aplicáveis” e “lançou o respetivo procedimento
pré-contratual”, para assegurar a continuidade da prestação do serviço
de transporte coletivo de passageiros na ilha de São Miguel.No
final de abril, em resposta a um requerimento do PS, o executivo
açoriano reiterou que a continuidade do serviço público de transporte
coletivo de passageiros em São Miguel estava “assegurada pelos atuais
concessionários, até ao término do período de transição ou até à entrada
definitiva em operação da empresa concessionária - Vale do Ave”.“Está
previsto um regime transitório, o qual decorre diretamente do
enquadramento legal aplicável aos contratos de concessão de serviço
público”, adiantou o Governo Regional.Segundo
o executivo, “esse regime corresponde ao período de transição que se
inicia após a obtenção do visto do Tribunal de Contas, que ocorreu no
dia 09 de abril de 2026, e terá uma duração máxima de seis meses,
permitindo assegurar as condições necessárias à preparação e à entrada
em funcionamento do novo concessionário”.“Tendo
em conta que os atuais operadores não aceitaram prorrogar a situação
atual nos termos da prestação do serviço em vigor, o Governo Regional
viu-se obrigado a encontrar uma solução temporária e devidamente
fundamentada no interesse público, nos termos do previsto no Código da
Contratação Pública (CCP), de forma a garantir a continuidade do
serviço”, explicou.Na altura, o executivo
estimava entre os encargos financeiros associados aos procedimentos
pré-contratuais um ajuste direto de 189 mil euros, com vigência de 01 a
31 de abril, um concurso público internacional, com preço base de 945
mil euros, por quatro meses, prorrogável por mais um, e um ajuste
direito de cerca de 1,2 milhões de euros por um período máximo de seis
meses.