Governo interino da Venezuela substitui chefe operacional das Forças Armadas
Hoje 12:13
— Lusa/AO Online
O
novo comandante estratégico operacional, major-general Rafael Prieto
Martínez, exercia o cargo de inspetor-geral da FANB desde 2024 e, na
rede social Instagram, descreve-se como um "venezuelano revolucionário,
chavista e patriota". Hernández Lárez ocupava o cargo desde 2021. Rodríguez
também substituiu os comandantes gerais do Exército, da Aviação
Militar, da Marinha, da Guarda Nacional Bolivariana e da Milícia, um dia
depois de ter anunciado dez nomeações, entre as quais a de Gustavo
González López como ministro da Defesa, cargo que Vladimir Padrino López
ocupava desde 2014.Estas nomeações
ocorrem dois meses e meio após a captura e extração para Nova Iorque de
Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos numa operação em
território venezuelano."Anuncio ao país a
nomeação dos membros do alto comando militar renovado que acompanharão o
ministro do Poder Popular para a Defesa, general-chefe Gustavo González
López, com o firme compromisso e lealdade patriótica de garantir a
soberania, a paz, a estabilidade e a integridade territorial da
república", afirmou Rodríguez na plataforma de mensagens Telegram.A
mandatária pediu que se "trabalhasse incansavelmente pela concretização
de uma Venezuela soberana, justa e solidária", bem como pela construção
de "um país de justiça social e felicidade absoluta para todos".O
novo ministro da Defesa, de 65 anos, assumiu o cargo no maior complexo
militar da Venezuela, o Forte Tiuna, em Caracas, pouco mais de dois
meses depois de ter sido nomeado pela presidente interina como
comandante da Guarda de Honra Presidencial e chefe da Direção Geral de
Contra-Inteligência Militar (DGCIM), cargos que foram atribuídos a Henry
Navas e Germán Gómez, respetivamente.González
López esteve duas vezes à frente do Serviço Bolivariano de Inteligência
(Sebin), primeiro entre 2014 e 2018 e depois de 2019 a 2024, ambos por
nomeação de Maduro, atualmente detido em Nova Iorque juntamente com a
sua esposa, a deputada Cilia Flores, também capturada em janeiro, onde
aguardam julgamento por acusações relacionadas com narcoterrorismo e
tráfico de droga, entre outras.Tanto a
DGCIM como o Sebin foram apontados por organizações não-governamentais e
pela Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela como
responsáveis por violações dos direitos humanos.