Governo impede descida nos preços dos medicamentos que custam até 15 euros
6 de dez. de 2021, 10:26
— Lusa/AO Online
A portaria,
assinada pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, e
publicada na semana passada, cria também um critério excecional que
estabelece um mecanismo travão para impedir que os medicamentos cujo
preço de venda ao público seja superior a 30 euros baixem mais do que
10% relativamente ao preço máximo de venda ao público.Todos
os anos, ao abrigo da portaria 195-C/2015, é feita uma revisão dos
preços dos medicamentos, com base nos valores praticados em países de
referência.O
objetivo desta revisão é reduzir os custos para os sistemas de saúde,
mas, por vezes, as descidas fazem com que a indústria perca o interesse
no produto e deixe de o produzir, o que provoca falhas no abastecimento e
prejudica os utentes.Foi
precisamente para não permitir descidas abruptas nos preços de venda ao
público dos medicamentos que foi criado, em 2017, este mecanismo
travão.“Tendo
em conta a situação atual, observando-se, a par dos impactos da
pandemia causada pela doença covid-19, um marcado crescimento da despesa
com medicamentos, importa introduzir soluções que procurem garantir,
por um lado, a melhor disponibilidade de medicamentos e a mitigação de
ruturas e, por outro, a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”,
refere a portaria.No
mesmo diploma, o Governo decide manter a lista de países que serve de
referência para a revisão dos preços de medicamentos -Espanha, França,
Itália e Eslovénia.O
documento volta a suspender parcialmente a revisão dos preços dos
genéricos por causa da pandemia, definindo que, “por questões de
equidade”, a suspensão da revisão dos preços não se aplica àqueles cujo
preço máximo é superior ao valor máximo do medicamento de referência.