Governo garante que PSU será igual ou superior para 94% dos futuros beneficiários
Hoje 09:41
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o ministério afirma que “nenhum dos atuais beneficiários das
13 prestações agregadas pela PSU será prejudicado com o novo regime” e
que, no caso dos novos beneficiários, estima que “em 64% dos casos o
apoio será superior ao atualmente existente”.“Os
principais beneficiários serão as famílias que recebem o RSI
[Rendimento Social de Inserção] (cujo valor de referência sobe 8,5%),
agregados numerosos, beneficiários de subsídios sociais de
parentalidade, pensões de orfandade e de viuvez”, lê-se no comunicado.A
informação do MTSSS surge depois de na quarta-feira o Sindicato dos
Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social ter acusado o
primeiro-ministro, Luís Montenegro, de mentir sobre a PSU, apontando que
há prestações que “sofrem cortes significativos” e dando vários
exemplos.“Um trabalhador desempregado com
família a cargo que hoje recebe 537 euros de subsídio social de
desemprego, com a PSU, receberá menos 188 euros por mês. (…) Uma mãe sem
carreira contributiva, que tenha um filho que hoje recebe 430 euros de
subsídio social parental, receberá menos 81 euros por mês, passando a
receber 349 euros”, dizia o sindicato.Em
resposta, o MTSSS garante que “nenhum dos atuais beneficiários das 13
prestações agregadas pela PSU vai ser prejudicado com o novo regime” e
que, “no caso de beneficiários do RSI, pensão de viuvez e pensão de
orfandade, podem até receber mais”. “Quanto
aos futuros beneficiários da PSU, estima-se que em quase todos os casos
(94%), sobretudo nos agregados de maior dimensão, o apoio será superior
ou igual ao atualmente existente”, refere o ministério, admitindo, no
entanto, que “haverá uma redução face ao regime atual em casos
específicos, que não deverão ultrapassar 6% das situações”.De
acordo com a nota do ministério, os principais beneficiados pela PSU
serão os agregados que atualmente recebem o RSI, as famílias de maior
dimensão, os beneficiários dos subsídios sociais no âmbito da
parentalidade e os beneficiários das pensões de orfandade e de viuvez.“O
novo regime da PSU assenta num conjunto de mecanismos destinados a
garantir que os apoios são orientados para proteger o agregado familiar –
e não apenas o indivíduo – de uma situação de carência económica
severa, reforçando ao mesmo tempo o incentivo ao trabalho”, defende.Por
outro lado, salienta que o novo valor de referência para cálculo da
prestação corresponde a 50% do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou
seja, 268,6 euros, o que “representa um aumento de 8,5% face ao valor
atualmente utilizado no RSI”.“A
valorização aplica-se também às restantes prestações integradas na PSU.
Nos apoios relacionados com a parentalidade e o desemprego, o diploma
prevê uma majoração até 80% do IAS. No caso da velhice, o Complemento
Solidário para Idosos (670 euros) continuará a ser a referência em
termos de proteção para os idosos, podendo acumular com a PSU”, lê-se na
nota.Acrescenta ainda que “não são
esperadas alterações significativas decorrentes das novas condições de
recurso, uma vez que a maioria dos atuais beneficiários não tem qualquer
tipo de rendimentos e o seu património mobiliário está abaixo dos 60
IAS”.