Governo está a avaliar o que pode passar do OE2021 para duodécimos
OE/Crise
3 de nov. de 2021, 12:33
— Lusa/AO Online
Questionado pelos
jornalistas sobre as medidas que poderão transitar do Orçamento de 2021
para 2022, devido ao 'chumbo' da proposta de Orçamento do Estado para o
próximo ano pelo parlamento, João Leão referiu que "isso é algo que está
a ser avaliado"."Estamos a fazer a
ponderação naquilo que é o âmbito da normalidade de um Estado que
funciona de forma normal, todos os anos, com regularidade, e que
assegura a estabilidade à sua população. Nesse sentido, temos que ver
que medidas no sentido de assegurar essa normalidade e estabilidade
podemos implementar num orçamento em duodécimos", referiu.João
Leão falava no final da sessão solene de comemoração do 175.º
aniversário do Banco de Portugal (BdP), que decorreu hoje no Museu do
Dinheiro, em Lisboa, e contou com a presença do primeiro-ministro,
António Costa, e da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine
LagardeJá quanto a "questões que têm mais
a ver com opções de natureza política, isso aí tem de se ponderar para o
novo Orçamento do Estado"."Tudo o que
tinha a ver com opções políticas que tinham a ver com o Orçamento do
Estado, deduções do IRS para as famílias, o aumento das deduções fiscais
por filhos, para que as famílias tenham de pagar menos IRS, essas têm
de esperar pelo novo Orçamento do Estado", afirmou.Para
o ministro, "o que é importante é que em 2022 o país consiga, em
particular no que tem a ver com o PRR [Plano de Recuperação e
Resiliência], com novos fundos europeus, aplicar o mais rapidamente
possível, e é nisso que estamos concentrados", apontou.O
ministro reconheceu, no entanto, que "não havendo orçamento novo não
facilita", mas quer "que o plano esteja em plena execução no próximo
ano".Questionado acerca dos aumentos
previstos para a função pública no OE2022, que foi rejeitado, João Leão
disse ser necessário "concentrar naquilo que é o quadro de normalidade
do Estado"."Aquilo que são decisões que
estão no quadro de normalidade do Estado e que têm a ver com as
atualizações normais que o Estado tem que fazer, temos que conseguir,
num novo Orçamento, espaço para aplicar as medidas que se adequam num
cenário de normalidade e estabilidade", sustentou.