Governo está a aprofundar reorganização territorial dos serviços do Estado
15 de nov. de 2022, 17:48
— Lusa/AO Online
Estas
posições foram transmitidas por António Costa através da sua conta na
rede social Twitter, depois de ter participado numa reunião do Conselho
de Concertação Territorial em Lisboa.“Reuni
o Conselho de Concertação Territorial para darmos continuidade ao
processo de reforma do Estado. Concretizámos a maior descentralização de
competências das últimas décadas, para as autarquias, e agora estamos a
aprofundar a reorganização territorial dos serviços do Estado”,
sustentou o líder do executivo.Na mesma
mensagem, António Costa saudou os contributos do Conselho de Concertação
Territorial para o aprofundamento e reforço de “reformas fundamentais”,
tendo em vista que seja prestado “um melhor serviço público às
famílias, empresas e instituições”.Em
declarações aos jornalistas, a ministra da Coesão Territorial, Ana
Abrunhosa, afirmou que a reorganização administrativa dos serviços do
Estado nas regiões, passando competências para as Comissões de
Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), vai estar concluída em
março de 2024.“Trata-se de um primeiro
passo político muito importante para dar cumprimento ao que está no
programa do Governo de, a par do processo de descentralização, aumentar
as competências das CCDR através da reorganização dos serviços do Estado
nas regiões, passando a ter mais competências e, desejavelmente, mais
autonomia”, disse Ana Abrunhosa, em declarações aos jornalistas após uma
reunião do Conselho de Concertação Territorial, que decorreu hoje em
Lisboa.De acordo com Ana Abrunhosa, as
CCDR vão passar a ter atribuições na área da saúde, educação,
agricultura, cultura, conservação da natureza e ordenamento do
território.As CCDR são serviços
desconcentrados da Administração Central, dotados de autonomia
administrativa e financeira, incumbidos de executar medidas para o
desenvolvimento das respetivas regiões, como a gestão de fundos
comunitários.De acordo com Ana Abrunhosa,
as CCDR passam a ter “um conjunto muito grande de competências para
exercer a mais importante missão que é a coordenação regional” e vão
“evitar-se redundâncias”.Com esta proposta
que, segundo a ministra, terá “muito brevemente” aprovação em Conselho
de Ministros, o Governo espera “harmonizar os territórios para os
diferentes setores do Estado”, referindo também que implicará a passagem
de recursos humanos, financeiros e património.O
Conselho de Coesão Territorial é presidido pelo primeiro-ministro,
António Costa, e composto pelos ministros da Presidência, das Finanças,
da Economia e do Mar, do Ambiente e Ação Climática e da Coesão
Territorial; pelos presidentes do Governo Regional dos Açores e do
Governo Regional da Madeira, além da Associação Nacional de Freguesias
(Anafre), Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Área
Metropolitana de Lisboa e Área Metropolitana do Porto e Comunidade
Intermunicipal do Douro, do Alentejo e do Litoral e pelos cinco
presidentes das CCDR – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e
Algarve.