Governo espera lançar "o mais brevemente possível" concurso para redes nas zonas brancas
11 de mai. de 2023, 07:33
— Lusa/AO Online
No final
do ano passado, o Governo publicou a Estratégia Nacional para a
Conetividade em Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito
Elevada 2023-2030, com o objetivo de garantir o acesso de toda a
população a redes de capacidade muito elevada, eliminando as assimetrias
regionais na cobertura de comunicações eletrónicas."Esta
estratégia tem, como elemento principal, o lançamento dos concursos
públicos para a escolha da empresa que irá instalar, gerir, explorar e
manter as redes de capacidade muito elevada em 'áreas brancas'",
recordou o ministro, no discurso de encerramento do congresso da APDC. "Estamos
a finalizar o trabalho junto da Comissão Europeia para que, o mais
brevemente possível, possamos lançar o concurso", afirmou..Em
paralelo, "é intenção do governo proceder à revisão do regime jurídico
da construção, do acesso e da instalação de redes e infraestruturas de
comunicações eletrónicas", prosseguiu o governante "Esta
atualização e simplificação de processos associados à construção de
infraestruturas aptas, do acesso a essas infraestruturas e da instalação
de redes de comunicações eletrónicas é importante não só no âmbito
destes concursos, mas também no âmbito do desenvolvimento das redes 5G
ou da própria reparação de avarias", disse, salientando ainda o trabalho
que tem vindo a ser desenvolvido em relação à substituição do atual
anel CAM - que liga o Continente, Açores e Madeira.Relativamente
à eventual contribuição justa para o investimento no setor da parte das
tecnológicas que usam a rede de telecomunicações para os seus negócios,
denominada de 'fair share', o governante salientou que o tema é um
assunto em debate na Comissão Europeia.O
ministério das Infraestruturas tem a posição de diversas entidades
interessadas no sentido de formular uma posição nacional sobre o tema e
para a a definição desta posição será tido em conta o contributo técnico
da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).O
ministro disse que para os desafios do setor sejam alcançados "é
necessário que o esforço coletivo de todos os atores do setor", a quem
endereçou o seu "apreço pelo importante contributo que deram, têm dado e
seguramente darão ao setor e pelos benefícios que têm trazido a todos
os portugueses"Também "é necessário um
diálogo aberto entre regulador e regulado e entre estes e o Governo. E é
necessário uma separação adequada entre as políticas públicas que devem
ser promovidas e prosseguidas pelo Governo e as medidas regulatórias e
só regulatórias que devem caber à Anacom", acrescentou.O
ministro reiterou que "a Anacom não deve ter atividades
administrativas, deve cingir-se às atividades regulatórias, é para isso
que os reguladores existem", rematou.A
'tokenização', representação de ativos físicos por digitais, os avanços
da inteligência artificial (IA) e o potencial de ganhos da Administração
Pública com o digital foram alguns dos temas em debate na 32.ª edição
do congresso da APDC.O evento anual da
APDC - Digital Business Community, que voltou a decorrer em formato
híbrido entre terça-feira e hoje, tem como tema "The Great Digital Tech
Disruptions” e conta com o ex-ministro da Economia e da Transição
Digital, Pedro Siza Vieira, como presidente deste congresso.