Governo elogia união de esforços para acesso de imigrantes ao subsídio de mobilidade
18 de jan. de 2025, 10:00
— Lusa
“Era
uma medida profundamente discriminatória e tratava residentes como de
segunda ordem. Acabar com essa discriminação era absolutamente essencial
e era importante existir celeridade”, afirmou, em declarações à agência
Lusa, o secretário dos Assuntos Parlamentares e Comunidades.Todos
os imigrantes que residam há mais de seis meses nos Açores passam a ter
acesso ao subsídio social de mobilidade, segundo uma alteração à lei
aprovada hoje, por unanimidade, no parlamento nacional.A
proposta em debate e votação – aprovada por unanimidade na Assembleia
Legislativa dos Açores em 13 de dezembro passado, com a referência de
entrada em vigor juntamente com a lei do Orçamento do Estado para 2025,
já publicada em Diário da República – alarga o acesso ao subsídio social
de mobilidade a todos os imigrantes residentes nos Açores há mais de
seis meses.O secretário regional do
Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) afirmou que a “resolução da
injustiça” foi possível com a “união de esforços”, uma vez que todos os
intervenientes políticos “participaram na decisão e não no problema”.“Num
curto prazo de tempo conseguimos resolver a questão. Orgulha-me muito
como político da Região Autónoma dos Açores que isso tenha sido possível
sem a polarização que se vê em território continental em redor da
questão da emigração. Não com ofensas, nem com tentativas de
protagonismo”, sublinhou Paulo Estêvão.E
prosseguiu: “Pode ser uma inspiração para o território continental para
que se veja como nos Açores existe o empenho de uma sociedade no
fenómeno da imigração no sentido da integração, da justiça e da não
discriminação”.O governante revelou que
esteve reunido com os grupos parlamentares na Assembleia da República
para os “sensibilizar para a importância” da proposta aprovada na
Assembleia Regional.Paulo Estêvão reforçou
que o acesso ao subsídio social de mobilidade é “fundamental para a
mobilidade” e enalteceu a celeridade do processo.“Os
Açores, e todos os partidos na Assembleia da República nesta matéria,
mostraram que é possível resolver com celeridade os problemas”,
sinalizou, elogiando, também a intervenção do presidente do parlamento
açoriano.Até agora, por lei, o subsídio
social de mobilidade só abrangia cidadãos portugueses, da União Europeia
(UE), dos Estados que fazem parte do Acordo de Schengen (Noruega,
Islândia, Liechtenstein e Suíça) e dos Estados com os quais a UE e
Portugal têm acordos de cooperação e de amizade (caso do Brasil),
deixando de fora um número total estimado em 2.500 pessoas.O
presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) considerou
hoje que o acesso ao subsídio social de mobilidade pelos imigrantes que
residem há mais de seis meses no arquipélago "vem corrigir uma injustiça
e um erro crasso".Em 13 de dezembro, o
parlamento dos Açores aprovou, por unanimidade, uma proposta de lei que
defende a inclusão de todos os imigrantes residentes no arquipélago no
subsídio social de mobilidade, nas ligações aéreas entre o continente e
as ilhas.