Governo é "acérrimo defensor" do Serviço Regional de Saúde
3 de nov. de 2022, 16:37
— Lusa/AOonline
Artur Lima,
que falava na abertura do primeiro congresso de enfermagem dos Açores,
na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, referiu que “só um SRS
robusto, público, pode dar resposta às necessidades das populações". Artur
Lima não deixou de defender a iniciativa privada na perspetiva de
“complementaridade, quando necessário”, tendo, contudo, apontado a
ausência de resposta por parte dos prestadores privados em várias ilhas
dos Açores.O governante considerou que os
enfermeiros constituem a “peça fundamental” da humanização dos cuidados
de saúde e salvaguardou que durante a pandemia da covid-19 “foi o SRS
que deu a resposta”, com os profissionais de saúde a “saberem dizer
presente na altura que os açorianos mais temeram pelas suas vidas”.Artur
Lima considerou que o Governo dos Açores “vai no bom caminho” ao rever
os índices remuneratório dos enfermeiros e na fixação destes
profissionais nas ilhas mais pequenas através de incentivos.De
acordo com o governante, o “Governo vai olhar com olhos de ver para os
cuidados continuados” sem aludir a “orçamentos de milhões que depois
ficam nas cativações, mas através de medidas concretas”. O
vice-presidente do Governo dos Açores destacou que só em conjunto com
os profissionais de saúde, no caso concreto os enfermeiros, se “pode
imprimir novos modelos assistenciais, cuidar melhor dos utentes e
rentabilizar recursos financeiros e humanos”.Segundo
Artur Lima, os enfermeiros são “fundamentais para promover o
envelhecimento ativo”, tendo destacado o papel destes profissionais que
trabalham no setor social “numa demonstração de profundo humanismo todos
os dias”.Ressalvou que, nos lares, “não têm carreira tão atrativa como a pública”.Artur
Lima quer que os enfermeiros “sejam participantes ativos na execução de
modelos assistências comunitários de proximidade” como o programa
regional Novos Idosos, “inovador no país e que conta com estes
profissionais para o seu sucesso”. Pedro
Soares, responsável pela Ordem dos Enfermeiros nos Açores, por seu
turno, defendeu a necessidade da classe ser capaz de “desenvolver
estratégias para se cuidar do futuro”, tendo apontado que “não há
regulação da profissão sem se assegurar um número mínimo de enfermeiros
nos serviços que garanta a segurança das pessoas”.“As
dificuldades financeiras nas instituições prestadoras de cuidados, a má
gestão que por vezes persiste em alguns serviços e a necessidade
constante de uma gestão de topo exigem aos enfermeiros açorianos horas
por vezes difíceis”, afirmou Pedro Soares.Luís
Parreira, vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos
Enfermeiros, considerou que a classe tem “contribuído para reforçar a
capacidade de resposta do SRS”, sendo um “farol para a governação”.De
acordo com o responsável, as propostas apresentadas pela classe
“reforçam a urgência de reformas que ajudem a garantir que a região não
perde capacidade de resposta no setor da saúde”.O
dirigente considerou que os enfermeiros nos Açores “querem uma atenção
particular à saúde mental, a revisão da Rede Regional de Cuidados
Continuados e os enfermeiros mais perto das escolas”.