Governo dos Açores vai qualificar ativos em parceria com a Universidade dos Açores
12 de mai. de 2021, 14:47
— Lusa/AO Online
“Nós
temos previsto no PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, 29 milhões
de euros para a área da formação, mas em concreto 9,8 milhões para
formações pós-secundário, pós-graduações para ativos, empregados e
desempregados, e que podem ser respondidas, prioritariamente, pela
Universidade dos Açores”, declarou o secretário regional da Juventude,
Qualificação Profissional e Emprego.Duarte
Freitas reuniu, na academia açoriana, com o reitor da instituição,
para apresentar esta iniciativa e acertar os seus traços gerais.O
governante referiu que se pretende desenvolver um “trabalho estreito
com a Universidade [dos Açores]”, tendo ficado combinado haver “essa
relação próxima para que, a partir de setembro", já se possa ter os
cursos a decorrer.O titular da pasta da
Qualificação estimou que cerca de 300 alunos por ano possam beneficiar
de apoios para formações especificas, visando “tentar qualificar e
requalificar ativos que respondam de forma mais correta àquilo que são
as emanações do mercado, que se tem a expectativa que possa começar a
reagir positivamente, a breve trecho”.Duarte
Freitas disse que as formações especificas vão ser definidas em
colaboração com as entidades da sociedade civil, sendo que o trabalho
que vai ser agora desenvolvido entre a Direção Regional da Qualificação
profissional e a Universidade dos Açores vai ser “levado ao Conselho
Económico e Social dos Açores [CESSA] para obter contributos e, assim,
estar-se mais próximo daquilo que são as necessidades do mercado”.O
secretário regional sublinhou que “gostaria que fosse, de forma
privilegiada, a Universidade dos Açores a beneficiar” dos 9,8 milhões de
euros previstos no PRR, mas sublinhou que “não se pode obrigar as
pessoas a fazerem a formação na academia açoriana”.Questionado
se esta não será também uma forma indireta de contribuir para atenuar
as dificuldades financeiras da academia açoriana, Duarte Freitas
considerou que “não é esse o objetivo”, que passa por “chamar a
Universidade dos Açores como parceiro privilegiado para contribuir para a
qualificação dos açorianos”.Contudo, acrescentou, “se para além disso contribuir para uma melhor solvabilidade da Universidade, tanto melhor”.