Governo dos Açores vai investir em operação portuária “igualitária”
9 de jan. de 2023, 17:44
— Lusa/AO Online
Berta
Cabral referiu que existem “algumas situações de desigualdade nos
portos dos Açores”, indo-se agora “estudar a questão” para se “fazer uma
operação mais igualitária, sobretudo nos dois maiores portos”,
localizados em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e na Praia da
Vitória, na ilha Terceira, que constituem as duas portas de entrada da
região.A secretária regional do Turismo,
Mobilidade e Infraestruturas recebeu, em Ponta Delgada, em
audiência, a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores
Portuários (FNSTP) e o Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha
Terceira (SITPIT) para abordar questões relativas à operação portuária
nos Açores, tendo este sido um dos temas abordados.“Obviamente
que temos portos pequenos, as nossas próprias especificidades em função
da nossa realidade arquipelágica, com dois grandes portos de entrada
(Ponta Delgada e Praia da Vitória). Nesse aspeto, vamos tentar aqui
encontrar soluções comuns de tratamento no que respeita à operação
portuária”, declarou Berta Cabral.A
titular da pasta das Infraestruturas especificou que as operações que as
empresas de estiva Oper Ponta Delgada e Oper Terceira desenvolvem “não
têm exatamente o mesmo âmbito”, pelo que se pretende “aproximar o âmbito
da atuação” em termos logísticos na gestão da operação vertical e
horizontal da carga.Os trabalhadores da
estiva da ilha Terceira pretendem, assim, operar nas mesmas condições
que os colegas de Ponta Delgada, sendo que Berta Cabral apontou que há
trabalhadores da Portos dos Açores, empresa pública, que garantem
estas operações portuárias “e, se estas forem transferidas para a Oper
Terceira, é preciso perceber o que acontece aos trabalhadores da Porto
dos Açores”.A titular da tutela dos portos
dos Açores frisa que “há que garantir um tratamento equilibrado e que
estes não percam os seus estatutos remuneratórios e da empresa”.A governante salvaguardou que este “é processo, não são situações para resolver de hoje para amanhã”.Para
o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores
Portuários, Aristides Peixoto, “há um caminho aberto” para que se chegue
a um consenso nesta matéria.Apesar de
reconhecer que “há aspetos que são diferentes nos vários portos, o que
acontece também no continente”, o sindicalista defendeu que há “que
regularizar e colocar tudo à mesma dimensão”.Aristides
Peixoto especificou que o parqueamento de contentores, por exemplo,
deveria ser assegurado pelos trabalhadores portuários das empresas de
estiva, “nos termos da lei”, o que não acontece no porto da Praia da
Vitória, onde são os trabalhadores das administrações portuárias que
garantem a operação.