Governo dos Açores vai estudar limitação de visitantes na Fajã do Santo Cristo
2 de abr. de 2025, 22:21
— Lusa
"Com uma vantagem tão competitiva
e reconhecida a nível mundial como é Fajã do Santo Cristo, temos de ter
especial sensibilidade para uma gestão da sustentabilidade ambiental.
Obviamente cuidaremos desse aspeto”, afirmou o líder do executivo
regional.E prosseguiu: “Não se trata de uma obsessão limitativa, mas sim uma opção estratégica de sustentabilidade ambiental”.José
Manuel Bolieiro falava aos jornalistas após uma reunião com a Câmara da
Calheta, integrada na visita estatutária do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) à ilha de São Jorge.O
chefe do executivo dos Açores garantiu que está a ser “avaliada” a
possibilidade de controlar o acesso à caldeira do Santo Cristo,
lembrando que existem outras zonas da região com limite de visitantes
diário como a montanha do Pico ou o ilhéu de Vila Franca do Campo.O
líder regional adiantou que vão ser realizadas intervenções em
infraestruturas e no trilho daquela fajã, que é uma das paisagens
naturais mais emblemáticas dos Açores.Bolieiro
adiantou, também, que o Governo Regional e a autarquia da Calheta vão
assinar durante o primeiro semestre do ano um contrato de cooperação
para a requalificação da frente mar da vila, uma obra orçada em seis
milhões de euros com financiamento regional, municipal e comunitário.Já
o presidente da Câmara da Calheta definiu a intervenção da frente mar
como a “obra do século”, adiantando que a "execução vai ter início ainda
este ano”.O Governo dos Açores já tinha anunciado, a 28 de maio de 2024, que iria comparticipar a obra da frente mar daquela vila.Sobre
a caldeira do Santo Cristo, o autarca Décio Pereira (independente)
defendeu a necessidade de “equacionar num futuro próximo a capacidade de
carga” do espaço.“Não podemos esquecer
que já existem dias onde passam mais de 600 pessoas na caldeira do Santo
Cristo a pé. Portanto, há uma gestão que tem de ser feita de forma
equilibrada e sustentada para o futuro”, avisou.Durante
o primeiro dia da visita estatutária, o Governo Regional também esteve
reunido com a Câmara das Velas, prometendo apresentar até agosto um
“programa preliminar” tendo em vista a ampliação do centro de saúde.Após
o encontro, o presidente da Câmara das Velas garantiu que as
“prioridades do município estão a ser atendidas” pelo Governo Regional e
realçou a importância de ampliar o centro de saúde para criar “mais
serviços e valências”.“Havendo mais
investimento na infraestrutura, depois é preciso existir um investimento
a acompanhar nos recursos humanos. O que temos de fazer é pedir uma
coisa de vez”, assinalou Luís Silveira (CDS-PP).A
28 de maio de 2024, o presidente do Governo dos Açores já se tinha
comprometido a a ampliar o centro de saúde das Velas para “criar
robustez nos cuidados de saúde”.Segundo o
Estatuto dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das
ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de
reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.