BE/Açores quer que tempo de serviço dos ‘contratos covid’ seja contabilizado
2 de abr. de 2025, 12:17
— Lusa/AO Online
O partido referiu em comunicado que o tempo de
serviço “prestado em condições difíceis durante a pandemia e na
resposta ao incêndio do HDES [Hospital do Divino Espírito Santo], por
centenas de enfermeiros e outros profissionais do Serviço Regional de
Saúde, não pode ser apagado”.Nesse
sentido, o BE entregou uma proposta no parlamento açoriano “para
garantir a contabilização de todo o tempo de serviço prestado ao abrigo
dos chamados ‘contratos covid’”.A
iniciativa foi anunciada pelo deputado único do BE/Açores António Lima
numa reunião com representantes de um grupo de 70 enfermeiros do HDES,
em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que foram contratados ao abrigo
de regimes excecionais durante a pandemia e integrados nos quadros do
hospital, “mas sem que o tempo de serviço prestado fosse contabilizado”.“Que
sentido faz a região dizer a estas pessoas que trabalharam em condições
muito difíceis, durante a pandemia e na resposta ao incêndio do HDES
[ocorrido no dia 04 de maio de 2024], que o trabalho que fizeram vai ser
apagado? Isso não faz qualquer sentido”, afirmou o deputado citado na
nota de imprensa.Em janeiro, após ser
conhecida a decisão judicial que deu razão a três trabalhadores com
‘contratos covid’ e que determinava a sua integração automática e a
contabilização do tempo de serviço prestado, o BE/Açores levou ao
parlamento uma recomendação ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para
que aplicasse a mesma solução a todos os trabalhadores que estão na
mesma situação.A proposta foi rejeitada pelos partidos da coligação PSD/CDS-PP/PPM e pelo Chega.António
Lima acredita que neste momento “haverá uma maioria no parlamento” dos
Açores para aprovar a proposta que cria legislação para a contabilização
do tempo de serviço dos trabalhadores integrados no Serviço Regional de
Saúde ao abrigo de processos de regularização extraordinária de
contratos celebrados no âmbito da pandemia.Segundo
o parlamentar único do BE, a região tem falta de profissionais de
saúde, incluindo enfermeiros e, neste caso, a contabilização do tempo de
serviço “é uma forma de valorizar e contribuir para a fixação destes
profissionais” no arquipélago.