Governo dos Açores termina negociações com sindicatos dos professores
4 de jan. de 2019, 19:53
— Lusa/AO online
“Vamos
conferir a este processo a máxima celeridade. A intenção que tenho é,
se possível ainda hoje, remetê-lo para o gabinete da presidência, para
que o diploma possa ser analisado em Conselho de Governo a realizar na
próxima segunda-feira, dia 07. Creio que isto corresponde ao interesse
da generalidade dos professores do arquipélago”, adiantou o secretário
regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses.O
governante falava, em Angra do Heroísmo, em declarações aos
jornalistas, à margem de uma reunião suplementar pedida pelo Sindicato
Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), com o qual já se tinha
reunido em 11 de dezembro, um dia depois de ter recebido o Sindicato dos
Professores da Região Açores (SPRA).O
presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, anunciou em novembro,
na Assembleia Legislativa da Região, que iria dar indicações para a
abertura de negociações com os sindicatos dos docentes para a
recuperação integral do tempo de carreira congelado (sete anos no caso
dos Açores), de forma faseada, em seis anos, a partir de setembro de
2019.O SDPA
pediu uma reunião suplementar para apresentar uma contraproposta, em que
defendeu a recuperação do tempo de serviço em cinco anos, com efeitos
em janeiro de cada um dos anos. Apesar
de não ter qualquer compromisso do executivo açoriano, o presidente do
SDPA, José Pedro Gaspar, saiu da reunião com expectativas de que o
diploma fosse alterado.“Vamos
dar oportunidade ao Governo para ponderar sobre as nossas propostas,
refletir sobre as nossas propostas e naturalmente melhorar o diploma que
foi apresentado e é essa a expectativa com que nós ficamos”, avançou.Questionado
pelos jornalistas, o secretário regional da Educação e Cultura
reiterou, no entanto, que o diploma prevê a recuperação do tempo de
serviço em seis anos. “Nós
tivemos a preocupação de apresentar uma proposta que seja viável, uma
proposta viável é uma proposta exequível. Nós não podemos ir mais além
do período que efetivamente estabelecemos. É uma questão de equilíbrio e
de boa gestão das contas públicas”, salientou.O
SPDA propôs ainda a correção de um “prejuízo de três anos que decorreu
da transição entre carreiras” e que, segundo José Pedro Gaspar, já foi
“reconhecido pelo próprio presidente do Governo Regional”. “O
que acontece é que os professores da Região Autónoma dos Açores só
passam do primeiro para o segundo escalão, após completarem sete anos de
tempo de serviço, apesar de o escalão ser de quatro”, disse.José
Pedro Gaspar salientou que esta situação cria “desigualdade entre
administrações”, porque no continente os docentes sobem de escalão com
quatro anos de serviço.“A esmagadora maioria dos professores tem este prejuízo de três anos. Fazem uma carreira de 37 anos e não de 34”, sublinhou.Em
resposta, Avelino Meneses disse que o sindicato e o Governo Regional
têm “posições diferenciadas sobre esse assunto”, reiterando que o
estatuto da carreira docente nos Açores é “melhor do que na Madeira e no
continente”. “Nós
temos nos Açores a carreira mais curta. Nós temos uma carreira que
poderá ser completada num máximo de 37 anos. Só a partir de agora é que
na Madeira vai passar a ser igual e no continente a carreira é
efetivamente mais longa, entre outras razões pelo facto de o estatuto
continental exigir quotas para acesso a certos escalões, nomeadamente o
quinto e o sétimo”, realçou.