Governo dos Açores segue “com a maior atenção” as negociações sobre o orçamento da União Europeia
UE/Cimeira
19 de jun. de 2020, 09:50
— Susete Rodrigues/AO Online
“As
decisões que irão ser tomadas nas várias reuniões do Conselho Europeu –
a de hoje e, certamente, as do mês de julho – irão, decisivamente,
marcar a União Europeia e marcar o futuro dos Açores ao longo da próxima
década” afirmou Rui Bettencourt, citado em nota do executivo, frisando, ainda, que se trata de “um quadro de
financiamento muito importante” para o desenvolvimento da Região.
O
governante considerou mesmo que, “com a proposta da Comissão que a
Presidente Von der Leyen apresentou a 27 de maio, abre-se uma janela de
esperança para um renascimento da União Europeia”.
Para
o titular da pasta das Relações Externas são três as razões que
justificam esta afirmação, nomeadamente o facto desta proposta repor “o
espírito original de solidariedade e de coesão que deve nortear o
projeto europeu”, o montante de 1.850 mil milhões de euros desta
proposta, que é um valor “de natureza a dar força às estratégias de
desenvolvimento das Regiões e dos Estados numa lógica de convergência”, e
ainda porque a criação de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de
euros “é importantíssima” para se poder fazer frente, com mais
segurança, à situação económica e social que decorre da atual pandemia
que atravessamos, seja na Região, no país e em toda a União Europeia.
“A
esta proposta de 1.850 mil milhões de euros para o Quadro Financeiro
para 2021-2027, que representa um aumento de mais 70% em relação ao
atual Quadro Financeiro 2014 - 2020, juntam-se 540 mil milhões de euros
das chamadas Redes de Segurança para os trabalhadores, para as empresas e
para os Estados que o Eurogrupo aprovou recentemente.”, sublinhou o secretário regional.Rui
Bettencourt adiantou também que a atenção do Governo dos Açores “vai,
desde logo, para as dotações globais que irão ser aprovadas pelo
Conselho Europeu, mas também para a distribuição destes montantes e,
igualmente importante, para os regulamentos que serão aprovados,
nomeadamente as taxas de cofinanciamento, que os Açores defendem dever
manter-se nos 85%”.
Por
outro lado, o Secretário Regional disse que o Governo dos Açores tem
feito chegar à Comissão Europeia as preocupações com o impacto social e
económico da pandemia e que tem sido ouvido, salientando que, a 20 de
maio, “a Comissão Europeia produziu recomendações para Portugal para uma
resposta coordenada à pandemia causada pelo coronavírus onde, numa
atitude inédita, aponta a importância de apoiar os Açores para mitigar o
impacto no Turismo e no Serviço Regional de Saúde”.